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Friday, 12 August 2011

newsroll (o primeiro em terras londrinas!): 11/08/11

Pois é... O primeiro oficial diretamente de London, baby (pois é... não vou cansar de falar isso - tá brabo)! A esperança que fica é que o blog retorne ao normal aos pouquinhos. Estamos trabalhando para isso, senhor e senhora. Começo com um newsroll porque tem tanta coisa que eu queria falar a respeito e tão pouco tempo, que vamos assim mesmo.


vai demorar um pouquinho a sair do sistema... malz aê.


- Comecemos pelo Look do dia do dia. Não é erro de digitação não. A Nina Ribeiro (@ninaribeiro pra quem curte mais um Twitter) faz uma análise super legal dos tão celebrados looks do dia postados por mil e uma meninas mundo afora. Focando nas "teorias" da moda e do vestir-se, ela diz na lata o que tá estranho, o que não está, fala sobre proporções, mistura de estampas, cores, tudo! Amei o blog, ela é super competente e merece o devido reconhecimento por uma idéia super original na blogosfera e que também pode ajudar muitas pessoas a se vestirem melhor;

- Brasil no centro das notícias da moda mundial e não, não é por causa do sucesso de nossas modelos ou de algum designer. O site Glamurama é citado em diversas publicações internacionais (coloco aqui a Vogue UK) como fonte sobre *o* babado fashionístico desse ano: quem entrará  no lugar de John Galliano na maison Dior. Segundo o site de Joyce Pascovitch, fontes muito próximas de Bernard Arnault - o CEO da LVMH, holding que controla a Dior - disseram que a bola da vez é Marc Jacobs! Agora, cabe à cada um pesar os pingos nos i's e acreditar que Joyce tem fonte mais próxima a Arnault que a Vogue Paris ou a WWD...;

- mais uma da Kim Kardashian, dessa vez com suas irmãs. Semana passada eu coloquei um mini-post sobre como Kim resolveu, do nada, processar a Old Navy alegando "roubo de propriedade intelectual". A marca havia usado uma modelo que se parece um pouco com Kim (oi? intelecto tá na pele?). Pra mim, roubo de propriedade intelectual é o que a coleção das irmãs Kardashian para a Sears está fazendo. A WWD (mas eu coloco um link aberto que o Fashionista postou) reporta que uma das bolsas "assinadas" por Kim e suas irmãs é uma réplica idêntica da Trigger Clyde, feita pela marca de Monica Botkier. A marca já enviou à Sears um aviso de que entrará com um processo na justiça. E aí, Kim... como fica a coerência?


à esquerda, a Trigger Clyde de Monica Botkier, e à direita, a bolsa da Kardashian Kollection desenvolvida para a Sears - uma estampa de oncinha não faz dela uma nova bolsa...


 - A revista Glamour criou em 2005 uma iniciativa muito interessante: algumas estórias de leitores, publicadas mensalmente na revista, são transformadas em curta-metragens. Já passaram como diretores dos curtas nomes de peso como Demi Moore, Jennifer Aniston, Kirsten Dunst e Gwyneth Paltrow. A próxima leva de curtas serão dirigidos por ninguém menos que Eva Longoria, Zoe Saldana e Olivia Wilde. As atrizes escolheram as estórias que vão dirigir, além de amigos para auxiliar na produção e interpretação dos personagens. Zoe Saldana, a primeira a colocar a mão na massa, escalou Bradley Cooper e Malin Akermann para contracenar a estória de uma menina que era bullied na escola e acabou descobrindo ser autista;

- Gente, e o conselho de acionistas da Ralph Lauren que decidiu mudar o nome da companhia? Agora a marca não se chama mais Polo Ralph Lauren, e sim Ralph Lauren Corp. Mauricinhos e patricinhas ao redor do mundo choram no dia de hoje. RIP Polo, seja feliz onde quer que esteja!;

- Pra você que curte o estilo da série Mad Men: começa a vender hoje nas Bananas Republic ao redor do mundo uma coleção feita com a designer de figurino da série, Jane Bryant (quem quer ver imagens da coleção completa, clica aqui!). E pra quem não tem nenhuma Banana Republic perto de casa, é ficar de olho no Ebay porque é certezinha que muitas peças pintarão por lá...;




- E quem quer ver as fotos oficiais do casamento de Kate Moss? Eu! Eu! Eu! Eu! Eu! A moça conta - e mostra - tudo de seu casamento com o rocker Jamie Hince para a Vogue de setembro;

- Não só isso, como a entrevista de Miss Moss é uma delícia de se ler. Que bom que depois de toda aquela coisa quasi-Amy com o Pete Doherty, Mossy tá feliz da vida e tranquila.

- Não sei se vocês tão sabendo, mas a Target fez uma parceria com a Missoni para lançar uma coleção essa temporada, nos moldes que as tão-famosas da H&M. A Target vem fazendo isso já há um tempo - e com nomes de peso, como Thakoon, Luella, Paul & Joe, entre mil outros - , mas sei lá porque as da H&M ficam mais faladas... nada como uma campanha de marketing massiva, né? A coleção só chega às lojas dia 13 de setembro, mas ontem a marca mostrou um (baita dum) preview para a imprensa. Taí a chance de quem quer colocar um pingo de Missoni nas belezuras da casa; a parte de homeware tá bem legal!



desesperando por uma colcha e uma bicicleta Missoni em três, dois,.......


Bom, como eu disse, tô voltando à vida aos poucos. Apartamento foi encontrado - porém reformas serão feitas nos banheiros e na cozinha e a senhoura que vos fala terá que ser a manager do projeto. Nada que eu não curta, mas dá trabalho e as aulas tão quase aí (dia 19 de setembro começa o meu mestrado em Jornalismo de Moda na London College of Fashion - pra quem não tá sabendo...). Mas o apto é muito lindinho, bem com a cara do casal e esperamos que ele fique ainda mais lindo depois das reformas. Mas, por causa disso tudo, ainda viverei em tetos alheios até o final do mês, quiçá até o final de setembro!

Por isso, peço paciência a todas e todos. Aos poucos voltaremos à programação normal - eu prometo!


Em nota aleatória, estou bem (quem é que se preocupa, né... hahaha!), as "revoltas" aqui em Londres foram localizadas em bairros mais "barra pesada" - digamos assim - e pelo que aparenta a polícia agora tá prendendo todo mundo. Até uma menina de 11 anos foi presa. Ou seja, ao contrário do nosso conhecido Brasil, aqui tem punição pra baderneiro-bandido.

E, outra nota aleatória: não sei se todos que passam por aqui conhecem a Mariana Lourenço do Mix and Mary. Ela é minha *coleguinha de escola*! Nos encontramos pela primeira vez no mundo real semana passada, ela é uma fofa e acredito que daremos muitas notícias conjuntas nesse próximo ano e meio. Daqui a duas semanas, por exemplo, iremos na inauguração da H&M dentro da Selfridges!

Wednesday, 20 July 2011

Roberto Cavalli duvida da heterosexualidade de Ralph Lauren

Só pra tirar o estigma que eu só tenho reclamado por aqui e sou uma velha rabugenta, uma piadinha... até porque, eu rolei de rir quando li isso. Roberto Cavalli, em uma entrevista com o jornalista de moda Colin McDowell, se diz surpreso ao saber que Ralph Lauren é heterosexual. Cavalli achava que ele era O ÚNICO designer de roupas femininas heterosexual do mercado. Tirando o fato de terem dezenas de homens heterosexuais desenhando para mulheres, eu achei essa *A* definição de "o roto falando do esfarrapado". Porque, né, até ser informada de algo assim, eu sempre assumo que todos eles são gays. Cavalli devia achar o mesmo dele...

RC: “In my planet, fashion, I’m the only straight man.”
CM: “There’s a few.”
RC: “Who?”
CM: “Ralph Lauren, he’s straight.”
RC: “Are you sure?”

CM: “So, does being straight make you a better designer?”
RC: “Yes, maybe. Because I think of how I would like to have a woman close to me, in that moment. The femininity, the softness. Maybe, yes, anyway I’m happy as I am.”
CM: “I think there must be a little bit of gayness in you, given the way you design for men.”
RC: “I take that as a compliment…”
Fonte: Fashionista

Thursday, 29 April 2010

A volta do debate do "tamanho zero"

Acho que todo mundo se lembra do grande debate do "size zero" de alguns anos atrás. Não sei se ele repercutiu muito no Brasil, mas por aqui foi algo que ficou por semanas em noticiários e jornais.

Pra quem não se lembra, uma breve palavra pra refrescar a memória: no final de 2006 começou a surgir com muita força o assunto da magreza das modelos nos desfiles de moda. Também não colaboraram as mortes de diversas modelos no mesmo período por causa de casos extremos de anorexia e/ou bulimia. O nome "size zero" veio do tamanho norte-americano de roupas que, depois de chegar ao tamanho número 2 (ele corre em números pares), não havia mais para onde ir e acabou virando o "tamanho zero". A ironia é que zero é algo que não existe, assim como o tamanho das modelos.


uma modelo tamanho zero e uma tamanho 14, lado a lado (medidas norte-americanas)


As medidas de uma pessoa que veste um tamanho zero são 31-22-32 polegadas, o equivalente a 79cm de busto, 56cm de cintura e 81cm de quadril. Uma criança de oito anos e tamanho normal e peso normal também tem 56cm de cintura e um pouco menos de quadril (dada sua forma mais andrógina por ainda não ter desenvolvido seu corpo). Em termos comparativos, o tamanho zero norte-americano "normalmente" equivale ao tamanho 4 do Reino Unido e ao 32 europeu - e brasileiro também. "Normalmente" entre aspas porque, hoje em dia, as variações nas medidas das peças de roupa vendidas pelas marcas dentro de um mesmo país são tão grandes que é impossível saber ao certo.


e o pior é que isso não é Photoshop...


Com a discussão, o conselho da semana de moda de Madrid proibiu a contratação de modelos com IMC menor que 18.5 e, em seguida, o conselho da semana de moda de Milão seguiu o mesmo caminho. Londres não proibiu, mas aconselhou severamente que modelos demasiadamente magras não fossem contratadas para desfilar. E isso tudo foi há mais de três anos atrás.

Mais recentemente - finais de 2009 - aconteceram os escândalos do Photoshop, onde Demi Moore aparentemente foi "montada" em cima do corpo da modelo Anja Rubik e Ralph Lauren despediu a modelo Filippa Hamilton por ser "muito gorda", além de ter "photoshoppado" a moça para sua campanha num nível extremamente distorcido. Apesar de ambos os eventos terem acontecido nos Estados Unidos, a discussão abalou mais o mundo da moda internacional que a opinião pública local.




Demi superposta em Anja Rubik - mera semelhança ou transplante de cabeça?
mais acima: Filippa Hamilton em desfile e na campanha da Ralph Lauren


Na London Fashion Week de outono/ínverno 2010-11 o designer Mark Fast ousou ao colocar modelos "plus-sized" na passarela, especialmente porque seus desenhos são extremamente colados ao corpo e bem reveladores. E, cá entre nós, as "plus-sized" são modelos que vestem tamanho 40/42 brasileiro e tem 1.80m - só pra manter a perspectiva...


modelos "plus-sized" no desfile de Mark Fast de primavera/verão 2010, 
onde ele usou pela primeira vez modelos fora dos padrões da indústria


Juntamente com Fast, a V Magazine de janeiro fez a "size issue", onde um editorial com Crystal Renn - a modelo "gordinha" mais famosa do mercado atual - aparece ao lado de Jaquelyn Jablonski, uma das modelos mais magras (e requisitadas) do momento. Nas fotos clicadas por Terry Richardson, Renn e Jablonski vestem as mesmas roupas e fazem as mesmas poses, mostrando que a beleza pode existir em diversos formatos e tamanhos. O que importa mesmo é o tamanho da carteira para poder comprar todas as roupas... hehehe.






A semelhança entre as duas modelos é impressionante - ponto para a V ao escolhê-las. Mostra mais ainda como a diferença está mesmo no corpo (e também como é fácil fazer um Photoshop se o designer for bom...). Só pra ter uma idéia, Jablonski é tamanho 2 norte-americano (o 34 brasileiro) e Renn veste tamanho 10 (equivalente ao 42 brasileiro) e ambas medem 1.75m.






E agora, depois de tudo isso, parece que a discussão de padrões de beleza extremamente magros voltou com toda força essa semana. No final da semana passada a famosa blogueira francesa Garance Doré disse que muitos dos show que colocam modelos "plus-sized" tampouco deveriam existir, já que as modelos "não são saudáveis" e são colocadas "somente para chocar".  E essa semana saiu a Vogue France de maio, guest edited pela Penelope Cruz e com um editorial de moda também com Crystal Renn. Nela, Renn aparece apenas com um trench coat vermelho aberto, mostrando todas suas partes íntimas ao público. Indo na direção do vento que sopra, o português Francisco Costa, diretor criativo da Calvin Klein, aparentemente disse que não usará mais modelos de tamanho zero em seus desfiles.


anúncio da marca francesa Colette alterado em Photoshop, contra as modelos anoréxicas


Em meio a isso tudo, algo inesperado reacende de vez o debate sobre as modelos "plus-sized" e as "magras demais": a Lane Bryant, famosa marca de roupas e lingerie para "gordinhas" norte-americana, acusa a FOX e a ABC de não veicularem um comercial de lingerie seu alegando que ele mostra um "decote demasiado". O anúncio seria veiculado em comerciais nos programas American Idol e Dancing with the Stars, respectivamente.





O interessante nisso tudo é que ambas as emissoras veicularam, no mesmo dia, um comercial da Victoria's Secret, onde diversas modelos desfilam em lingeries sensuais.





Escrevi isso tudo para eu dizer: será que precisa de todo esse alvoroço SEMPRE? A Lane Bryant é uma marca para gordinhas, logo sua modelo tem que ser maior e, obviamente, ter um busto mais avantajado.

E mais: não seria tão mais fácil que modelos magras mas não anoréxicas fossem utilizadas? Quem já viu Gisele Bundchen ao vivo sabe muito bem que de "curvas" ela não tem nada. A menina é um vara-pau gigante. A justificativa para utilizar as modelos magras é até boa... Infelizmente elas aparecem melhor nas fotos, o trabalho de maquiadores, figurinistas e fotógrafos é reduzido à metade e as roupas caem melhor nelas, já que não existem "pochetinhas" sobrando pra nenhum lado, nem que elas façam muita força e se contorçam todas. E, mesmo assim, Gisele é considerada uma modelo "com curvas", que não serve para passarelas, a não ser que ela vá de biquini ou com quase tudo à mostra. Gisele hoje em dia de calça e casaco, nem pensar!


gisele sem luz nem maquiagem - 
magrinha pero no mucho para a indústria da moda


O pessoal do mundo da moda poderia realmente começar a dar uma mãozinha para mudar as coisas. Sim, o trabalho é mais fácil se a modelo for tão larga quanto um Deditos, mas será que vale a pena? Pra mim é querer fazer prova já sabendo as respostas de antemão ou jogar um videogame já tendo visto na internet as dicas pra se chegar ao final. Stylists não tem que pensar no que fica melhor no corpo da modelo, o fotógrafo não tem que pensar no jogo de luz, o maquiador não tem que gastar produto no corpo inteiro e esconder pequenas falhas, os editores não precisam ver tantas fotos para escolher as melhores, os designers gráficos não precisam "photoshopar" tanto. E, principalmente, os designers podem criar o que bem entenderem, porque qualquer coisa pode ser colocada num cabo de vassoura e parecer legal. Não tem emoção nem desafio. É pim, pam, pum, acabou.








todo trabalho que existe por detrás das câmeras de um editorial -
ou de um desfile de moda (na primeira foto)


O corte de gastos pode ser enorme, mas a graça também é cortada. Sei lá, eu gostaria de trabalhar com desafios sempre. Tentar me superar. Vestir alguém de 1.80m, 55 quilos e proporcionalmente "ergonômica" é fácil. Quero ver é fazer uma mulher de 1.65m com 55 quilos e alguns "errinhos de fábrica" se transformar numa diva super sexy só com uma mera troca de roupa. Isso sim que é moda pra mim. O "empowerment" através das roupas, mudar a vida de alguém só por causa de um vestido seu. Fazer com que mulheres se sintam cada vez piores é um desserviço não só à moda, mas à sociedade.



"plus-sized" ou somente normais?
modelos e mulheres convidadas a participar do editorial da Glamour US de agosto de 2009

Thursday, 8 April 2010

tendência: tons pastéis e nudes para o verão 2010! (2)

Como havia prometido, aqui está o post que segue o de ontem, sobre tons pastéis. 

Sentiram minha *emoção* na frase? É que eu não curto muito essa tendência... Tenho más memórias da última vez que ela pintou, no final dos anos 90; os tons pastéis nunca foram simpáticos com a minha complexão e com meus quilinhos a mais (na época). Mas, eles voltaram, e aqui estou tentando encará-los de frente, pegá-los pelos chifres e domá-los com força. 






Eles apareceram em diversas passarelas como tema principal, como nos desfiles da Burberry Prorsum e do Elie Saab. Nas roupas mais casuais às peças de haute couture, os tons pastéis estavam presentes.








O resultado é bonito de se ver, não posso negar. Muitas das peças apresentadas ficaram lindas, em especial os vestidos da Burberry. Eu queria uns quatro ou cinco diferentes, se o dinheiro permitisse. Mas, infelizmente, não sei a migração das passarelas ocorrerá bem para a "vida real".






O problema é que tons pastéis, para ficarem bonitos, devem ser usados em tecidos mais nobres, com cortes mais elegantes e dando aquele ar luxuoso à peça. Aquela coisa de física: as cores escuras escondem bem os defeitos (sejam eles das peças ou do corpitcho) e as cores claras evidenciam os defeitos, por terem mais definição e luz ao olho humano.






Por isso é bom tomar um super cuidado ao comprar peças em tons pastéis, pra não acabar gastando dinheiro à toa em uma roupa que, em casa, vai parecer mais "nhé" que "uau".







Outra coisa é a facilidade dos tons pastéis em darem a qualquer look um ar mais infantilizado. Como eles evocam romantismo, inocência e trazem consigo aquela cara de "etério" e "conto de fadas", o cuidado tem que ser em dobro pra você não se transformar em figurante de um episódio de Gossip Girl, quando a intenção era ser uma diva em tons claros.






Os acessórios também vem super carregados nos tons pastéis: bolsas, echarpes, sapatos... tudo vem com cor de Ursinhos Carinhosos!






E os meninos, apesar de a tendência ser mais fraca nas passarelas deles, também foram batizados com cores de algodão doce. Mas a fórmula é aparentemente a mesma: aplicação dessas cores em tecidos e cortes mais nobres para que o look não fique com cara de vagabundo.






Estilistas como Tom Ford e Ralph Lauren abusaram dos tons pastéis em suas coleções, dando uma cara de "Ivy League meets Mad Men meets French Riviera" às peças. O resultado é um look dandy de verão, que lembra muito festas de gala à beira da piscina em Mônaco ou nos Hamptons.






Eu sei que pra muitos essas roupas masculinas são impossíveis de serem usadas no Brasil. Mas posso falar que gosto muito? Ok, elas tem um quê extra de Chuck Bass (as referências à Gossip Girl com tons pastéis são imensas!), mas eu adoro os looks com essas bermudinhas sociais mais justas, principalmente os terninhos "de verão". Acho um charme. 

E, honestamente, pra quem encara quase 8 meses de verão infernal, com temperaturas de 40 graus na cachola, como meus compatriotas cariocas, eu acho que essa moda deveria pegar. O centro da cidade ia ser muito mais estiloso e mais fresquinho para os homens... Fica aí a dica, meninos! Look terninho de verão! 

E mais: Meu pai disse que, se eu comprasse um pra ele, usaria. Se os leitores cariocas verem um senhor de 60 anos por aí de terno de verão e chapéu panamá no ano que vem, podem cumprimentar que é meu pai.

 
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