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Thursday, 30 September 2010

vestindo Chuck Bass e memórias de Supertramp

Post rapidinho, só para colocar duas coisas que me chamaram a atenção recentemente. A primeira é uma ótima entrevista que o pessoal do Fashionista fez com o figurinista de Gossip Girl, Eric Daman. A reportagem é em inglês mas vale a pena de ser lida do começo ao fim - especialmente se você for fã de Gossip Girl e do estilo apresentado na série. Posso dar um mini-spoiler e dizer quem ele mais gosta de vestir?

"I have to say Chuck Bass is a delight to dress. To create a men’s look based on this Oscar Wilde-inspired dandy and have Ed embody that has been really been a joy. And to see men in bow ties all over the city, it’s been great because I think men need a lot more help dressing than women do and I think a lot of men have stigmas about certain colors and wearing bow ties. I think seeing this millionaire kid in New York running around with all these strippers has made it ok for a guy to run around wearing a bow tie and feel cool".
Não poderia ser melhor dito, Eric. Meninos realmente precisam de "musos" ao se vestir; alguém tem que quebrar essas "leis" que homens devem se vestir sempre iguais aos outros e de forma extremamente monótona. Eu complementaria essa declaração com o blog I am Chuck Bass - também em inglês, mas dá a visão masculina de Gossip Girl em resumos *hilários*. Pena que eles pararam de fazê-lo em 2009! Espero que voltem logo... Chuck Bass: ídolo das meninas e dos meninos!



Chuck Bass: mostrando que a roupa distingue os meninos dos homens


O segundo link é um vídeo do Youtube; um comercial das batatas McCain. Não tem nada a ver com moda porém serve para aquela inspiração boa de cada dia - além de uma estorinha legal sobre a pessoa que vos fala (escreve, né?)... Há algum tempo fiz um pacto com o marido que íamos ver todos os shows de todas as bandas/pessoas que tínhamos vontade de ver e que, por motivos óbvios (leia-se idade e não somente abuso de drogas/álcool), estão cada vez mais perto da aposentadoria e/ou caixão. Com isso já temos no nosso "cinturão" de shows Paul McCartney em Cardiff, e Elton John e Supertramp em Barcelona. Tinha o Michael Jackson em Londres mas... todo mundo sabe onde essa estória acabou.

De toda forma, tem duas semanas que fui ao show do Supertramp aqui em Barcelona. Suas músicas me lembram das manhãs de sábados e/ou domingos onde eu acordava com meus pais cantando e dançando ao arrumar a casa ou fazendo coisas. Supertramp pra mim significa essa época e esses momentos; coisa que eu hoje em dia faço (ouvir música enquanto arrumo a casa) e fico pensando se meus filhos terão esse relacionamento com alguma banda única e exclusivamente por minha causa e pelas memórias que eles terão de mim. Fui ao show pra matar essa vontade de ver ao vivo os caras que evocam essas memórias e, logo depois (tipo uns dois dias), saiu esse comercial na TV inglesa. Não podia ser mais perfeito.




McCain fazendo comerciais para mim...aliás, o que tem a ver esse comercial com batatas, eu não tenho a menor idéia. Mais um motivo para eu ter a minha teoria da conspiração que comerciais ingleses são direcionados exclusivamente para eu chorar.

Sunday, 22 August 2010

erros de gravação de Gossip Girl / bloopers from Gossip Girl

Saiu no GoFug (que, por sua vez, estava linkando o NY Post) um vídeo com os erros de gravação da terceira temporada de Gossip Girl. E como as Fug Girls bem colocaram, vale a pena ver só pelo sotaque britânico gostosinho de Ed "Chuck Bass" Westwick.

The Fug Girls have posted a NY Post link with a video from Gossip Girl's third season bloopers. And, as they mentioned themselves, it's worth watching the ten-minute video just for Ed Westwick's Brit accent. Sooooo lovely. Me love some British Chuck Bass...


Monday, 5 July 2010

Chace Crawford for Esquire

(English below)

Parece que hoje é o dia dos meninos... Mas eu não poderia deixar de postar esse editorial que o Chace Crawford (também conhecido como Nate de Gossip Girl) fez para a revista masculina Esquire. O menino parece estar empenhado em tirar a coroa de Chuck Bass - ops, Ed Westwick - de fashionista do seriado. Primeiro conseguiu "um emprego" como editor convidado da Grazia britânica, agora posa para a Esquire com fotos que evocam claramente um look "sou um fashionista porém 'por natureza'". O perfil dele é diferente de Westwick, mas vê-se que o pessoal de Gossip Girl está empenhado em colocar ambos como ícones fashion da nova geração, cada um à sua maneira. Se isso significa que eles vão aparecer mais em revistas e entrevistas, eu não me oponho... Vocês?












Seems like today is dedicated to the boys... But i had to post the editorial Chace Crawford (also known as Nate from CW's Gossip Girl) did for Esquire Magazine. He seems to be on a mission to take the crown of "male fashionista" from Chuck Bass - ops, Ed Westwick. First, he managed to score a "job" as guest editor at British Grazia, and now he poses for Esquire in an editorial which suggests a "I'm fashionable by nature" sense of style. His style profile is very different from Westwick's, but you can sense that behind all of that there is the Gossip Girl marketing machine working hard to make them both "style icons of a generation" - each in their own way. If it means seeing more of them out and about, I certainly don't oppose... do you?

Tuesday, 8 June 2010

tendência: a influência das séries adolescentes na moda

Essa tendência não é nova; muito pelo contrário. Desde que a televisão invadiu nossas casas temos essa *necessidade absurda* de ter o que apareceu na telinha, seja isso um vestido, uma bijoux ou até mesmo uma geladeira. A idéia é bem simples: nós vemos algo que nos interessa na TV, aquilo nos gera um desejo de tê-lo - seja porque a heroína da novela veste algo lindo ou porque um personagem de uma sitcom norte-americana menciona um produto desconhecido - e procuramos incessantemente informações sobre aquele produto até conseguirmos consumí-lo.


e desde então nossas carteiras nunca mais foram as mesmas...


Se o produto aparece por diversas vezes na TV então... aí é que o desejo é cada vez maior. Provavelmente essa descrição já serviu para algo que você viu na TV - assim como 99,99999% de todas as pessoas no mundo ocidental (e quiçá no mundo inteiro). Seja intencional ou não, muitos programas de TV acabam por promover marcas e produtos, e isso pode ser interessante para companhias e emissoras.

Nos anos 50 a série norte-americana I Love Lucy foi a mais vista durante seus seis anos de produção, e a procura por produtos veiculados na série mostrou a publicitários que programas de sucesso na TV eram uma forma muito interessante de propaganda. De toda forma, o termo "product placement" e a prática de companhias pagarem para terem seus produtos veiculados em programas só se tornou prática comum a partir dos anos 80.


notem como o product placement era super disfarçado!


Também a partir dos anos 80 que o mercado de séries destinadas ao público adolescente expandiu de forma assustadora. Se antes haviam algumas séries destinadas ao público jovem - como The Monkees ou A Família Partridge - a década de 80 cimentou o público adolescente como alvo. Séries como Fresh Prince of Bel Air, Saved by the Bell, Happy Days, Facts of Life, e a mais conhecida Beverly Hills 90210 - que no Brasil foi bizarramente chamada de "Barrados no Baile" - fizeram sucesso estarrecedor nos Estados Unidos (e ao redor do mundo), mostrando a produtores, emissoras e executivos de marketing que esse nicho traria muitos lucros.


mesmo sendo Brenda ou Kelly, as calças semi-baggy afligiam a todos
- e o pior é que a gente gostava!


E definitivamente eles não estavam enganados. O product placement parece tomar novo rumo em que o público adolescente é alvo primário. Glee e a nova versão de Beverly Hills 90210 serão alvos de produtos baseados nas séries, mais especificamente coleções de roupas criadas a partir de seus personagens. Esse passo não é uma estratégia nova - a Disney é mestra em fazer filmes e séries infantis e vender milhares de produtos relacionados aos seus personagens. Porém é a primeira vez que as emissoras das séries entram em parcerias com marcas para desenvolver produtos de moda que levem o nome de suas séries.


o novo 90210 é tão trend conscious que as meninas apareceram na capa da Nylon!


Mais que mera inspiração - como diversas marcas já fizeram com Gossip Girl ou Sex and the City - dessa vez o negócio é "mais embaixo". A CBS anunciou juntamente com a marca Bebe uma parceria para fazer uma coleção de roupas inspirados nos quatro personagens femininos da série. E a Fox, emissora que veicula a série Glee, anunciou recentemente que a Macy's e a mega-cadeia de acessórios Claire's estão negociando suas parcerias. Ambas emissoras dizem que não querem vender "somente produtos de merchandising", como camisetas com logos das séries, bonés ou *tranqueirinhas*. O que querem é colocar à disposição do público são produtos realmente inspirados pelos armários dos personagens, itens que tenham apelo aos fãs da série e a pessoas que tampouco vejam a série.


eles se acham losers, mas os marketeiros acham que suas roupas são über-fashion


É inteligentíssima a jogada. Se antes pedíamos desesperadamente por peças do armário de Sex and the City, agora o pedido foi realizado. Um pouco tarde (e talvez com as séries erradas, né... alou CW, cadê você no grupo!) mas pelo menos é um movimento na direção certa. Muitos podem dizer que isso é mais uma ajuda ao consumismo extremado - e eu até concordo quando o público alvo primário é o adolescente - mas por outro lado facilita demais as procuras incessantes por produtos que não sabemos a marca, de onde vieram e como conseguí-los. No mais, acredito que o problema principal do consumismo não é externo, e sim interno. Cada um é que tem que saber seus limites e aprender a controlar seus impulsos. Como tudo na vida, moderação é a chave.

Agora, o que quero ver é o resultado dessas parcerias e se elas valerão a pena a ponto de serem realmente usadas dentro das séries (até agora não houve menção de que elas seriam adotadas ao figurino). Porque se forem, aí sim vai valer a pena toda essa estratégia de marketing ousada.


P.S.: Pra quem quiser ler sobre product placement e a influência deles nas séries de TV, seguem os links:

Monday, 24 May 2010

editoriais: Raquel Zimmermann e Matthew Morrison para Vogue US

Sejamos honestas: de moda mesmo esse post não tem é nada. Pra Brasil ele não tem nada. Porque, né, biquinis e maiôs é com a gente. Mas quem é assíduo aqui sabe que a Zimmermann é a minha modelo brasileira favorita (lindona demais!) e eu tenho que assumir, Glee tem sido meu "novo" Gossip Girl. Gente, tem coisa mais ridícula mulher de 30 anos de idade ver programa de TV de adolescente (se bobear pré-adolescente)?!? Pois é, mas eu vejo. E o Matthew Morrison é *delícia*. Pros iniciados, Mr. Shue is the new Chuck Bass. Não que Ed Westwick esteja fora de moda - aceitamos ele de presente qualquer dia. É só enviar.

Mas, vamos ao que interessa, o editorial - e até tem uma jaquetinha ali, uma saia aqui pra gente aproveitar e dizer que tem algo sobre moda nele:










Ao meu ver o clima do editorial ficou super bem-feito; ao ponto de ter me dado saudade das praias (que eu nunca ia, devo dizer) do Rio e o verão! Ainda bem que o calor chegou por aqui - finalmente, no meio de maio! - e poderei fingir que gosto de praia por umas duas horinhas. Depois disso, volto ao meu estado natural de odiar areia e sol quente.












Os biquinões estilo anos 50 estão fenomenais, acho que por isso gostei do editorial e me deu vontade de ir à praia. No que concerne biquinis, eu prefiro muito mais o estilo antigo/retrô dos anos 40/50. Dá um ar de feminilidade muito maior a mulher, tem uma cara super chique e não tem nem um centímetro de vulgaridade (por mais que a pessoa que o use tente). O maiô da Balenciaga (foto 6), em especial, me dá vontade louca de comprar - se não fossem os 450 dólares que ele custa. E nem me incomodaria em ter a saia da Proenza Schouler também não (foto 4).

Aliás, seria muito legal se alguma marca de biquinis brasileira fizesse esses maiôs/biquinis estilo antigo. Na verdade, seria muito legal se alguma delas fizesse biquinis com modelagens em um padrão mais internacional. Nada contra os biquinis brasileiros - eles são os mais lindos sempre! - mas o pessoal exagera na pequeneza. Toda vez que volto ao Brasil e tento comprar um, vou direto para o G (se não tiver GG) - porque as pessoas fora do Brasil não estão acostumadas a ver a pequeneza de nossos biquinis fora das fotos das praias do Rio. O pessoal fica assustado MESMO.

E eu acho que não só eu que ficaria muito feliz se os tecidos dos biquinis fossem um pouco mais generosos. Parece que pessoas acima de 25 anos de idade não podem ir a praia! Mesmo se tendo um corpão, tem gente que, com a idade, começa a não querer mostrar tanto quanto antes (o caso de quem vos fala). E biquinis com padrão internacional seriam uma ótima solução para essas pessoas. Então Rosa Chá, Salinas - e qualquer outra marca que exporte -, comecem a vender o tamannho internacional dentro do Brasil também? Tenho certeza que não só eu vou agradecer.

Tuesday, 11 May 2010

lookbook love - NW3 by Hobbs

A Hobbs é uma marca super tradicional britânica que, em uma estratégia de marketing bem interessante, lançou uma linha direcionada ao público mais jovem. A "sub-marca" foi chamada de NW3 by Hobbs em referência a um dos CEPs de Londres, referente ao distrito de Hampstead (NW3) - área super nobre da cidade e concorrente de Chelsea e Knightsbridge a região mais cara e posh da cidade.










Apesar de ter como "mãe" a Hobbs - que, pra quem conhece, sabe que vende roupas naquele estilo "roupa de mãe/roupa de vó", a NW3 é bem contemporânea e a coleção de verão deles traz coisas lindas! O estilo da marca segue as características principais da Hobbs, com uma estética mais tradicional e evocando looks que são essencialmente britânicos. Porém, a direção da NW3 é realmente ter um twist nessa estética, atraindo os consumidores mais jovens.




as bolsas da NW3: pra mim, o ponto mais forte da coleção



Lançada no outono/inverno de 2009-10, a NW3 está apenas na sua segunda coleção, mas já adquiriu fãs no universo fashion. Diversos editores de moda britânicos já mencionaram a marca como uma das "must see" e me parece que a aposta da Hobbs deu muito certo.










A estética da NW3 pra mim é "Upper East Sider meets English Countryside". É fácil de imaginar as meninas de escolas privadas inglesas *amando* a NW3. E a marca realmente foi feita para elas. Com preços começando em 50 libras, a NW3 não pode ser considerada uma marca de high street ou fast fashion - e tampouco imagino que seja o que a Hobbs busca.

O bom é que tem muitas peças que me parecem super atemporais, fazendo valer a investida no dinheiro extra. No mais, a NW3 é ótima inspiração para marcas que queiram seguir esse look (vejo a Maria Filó, Leeloo e Oh Boy adorando diversos desses estilos) e também para as meninas que amam Blair Waldorf e querem fazer o estilo da menina mais posh de Gossip Girl.

Sunday, 9 May 2010

Lady Gaga no Met Ball!

Pois é, as fofoquinhas do Met Ball não param... Lady Gaga era a performance da noite e, surpreendentemente, não apareceu no tapete vermelho do Metropolitan Museum. Todos ficaram super curiosos em saber se Gaga realmente apareceria no evento, se havia entrado pela porta de trás e, mais importante, o por quê desse desaparecimento. Ainda mais porque ela é sempre uma das que mais *adoram* aparecer nessas coberturas de eventos, com suas roupas pra lá de extravagantes.

E agora já sabemos que ela realmente se apresentou e entreteu os convidados de Anna Wintour - e em grande estilo. Seu figurino era de primeira linha e bem ao estilo de Gaga: um macacão todo de strass e glitter. Tudo bem que Britney já havia usado essa idéia antes, no clipe de Toxic... e J.Lo, recentemente, também usou um desses; porém não tão bem-sucedida quanto Brit-Brit. Na verdade, o precedente do macacão transparente é mesmo de Diana Ross (acreditem se quiser!), lá nos anos 70... e a prova está aqui, por ordem de aparição.


Gaga e seu modelito no Met Ball


Agora, por que Gaga não apareceu no tapete vermelho ninguém sabe. Mas rumores são de que Gaga ficou trancada em seu camarim e não saía dijeitonenhum. Oprah, com sua santa paciência - sempre ela! - finalmente conseguiu tirar Gaga de seu camarim, mas só para entrar diretamente no salão..


Gaga, convidada da mesa de Frida Gianini, vestindo tuxedo Prada


E, ainda por cima, foi desobediente da única regra que Anna Wintour pediu: de não falar palavrão durante sua apresentação.

O que aconteceu para que Gaga não saísse do camarim acho que nunca saberemos. Mas certezinha que as *abelhinhas* do Page Six do NY Post vão ficar de olhos abertos pra saber de mais novidades...

P.S.: Leighton Meester - a Blair de Gossip Girl - foi outra que fugiu do tapete vermelho e entrou diretamente para o evento. 





Mas também, com esse vestido e essa maquiagem, eu também entraria pela porta dos fundos. O que você fez à Marc Jacobs, Leighton? Porque esse vestido que ele te deu tá um horror. Isso sem falar da maquiagem e do cabelo...

Saturday, 1 May 2010

Gossip Girl na Miss Selfridge


Pois é, o fenômeno GG - a abreviação de Gossip Girl, a série norte-americana exibida pelo canal CW - não para. Especialmente por causa das roupas utilizadas pelas meninas da série. Querendo ou não, os figurinistas criaram um personagem extra, que são as peças que desfilam à nossa frente por uma hora de show. Quem nunca desejou uma das blusas de Blair, um dos sapatos de Serena, um dos looks roqueiros de Jenny ou até mesmo um dos vestidos de Vanessa? Isso sem contar no furacão em que transformaram Ed Westwick, o ator que interpreta Chuck Bass. Se eu tivesse que escolher um style crush atualmente, esse seria Ed.


um vestido de cada, por favor. e um de cada dos meninos pra acompanhar.


Dado que o sucesso é grande, não existem dúvidas que diversas empresas querem se associar à "marca" GG, principalmente as relacionadas à moda. Não é segredo que estilistas literalmente empurram suas peças para os figurinistas da série, assim como se "sentem honrados" de vestir as meninas dentro e fora da série. Mas, grande parte do sucesso obviamente vem de quem escolhe as peças, quem combina o que com o que. E essa pessoa é o figurinista Eric Daman.





E tampouco me dá surpresa ao saber que a Miss Selfridge - a irmã mais nova da Topshop, e parte do grupo Arcadia - lançou uma capsule collection com Eric somente de vestidos, e as peças são inspiradas em ninguém menos que as personagens do Gossip Girl. Cada GG Girl ganhou o desenho de dois vestidos inspirados em seu estilo pessoal e o resultado é realmente bem similar ao que elas vestiriam na série (se tivessem uma restrição orçamentária...).


os vestidos de Blair


os vestidos de Jenny


os vestidos de Serena


os vestidos de Vanessa


As peças chegaram às lojas no dia 30 de abril - ou seja, ontem! - e custam entre 39 e 49 libras. Os vestidos não são assim *a oitava maravilha do mundo*, mas são bonitinhos e representam bem o estilo de cada um dos personagens. Dá pra ver claramente as inspirações clássica, ousada, rocker e hippie que emanam de Blair, Serena, Jenny e Vanessa, respectivamente.

Como é uma edição limitada, recomendo às que podem que corram o mais rápido possível para uma das filiais da Miss Selfridge ou entrem no site e já garantam o seu preferido (ou mais de um!). Dado o sucesso da série, uma coisa é BEM certa: eles não vão durar muito nas prateleiras.

Thursday, 8 April 2010

tendência: tons pastéis e nudes para o verão 2010! (2)

Como havia prometido, aqui está o post que segue o de ontem, sobre tons pastéis. 

Sentiram minha *emoção* na frase? É que eu não curto muito essa tendência... Tenho más memórias da última vez que ela pintou, no final dos anos 90; os tons pastéis nunca foram simpáticos com a minha complexão e com meus quilinhos a mais (na época). Mas, eles voltaram, e aqui estou tentando encará-los de frente, pegá-los pelos chifres e domá-los com força. 






Eles apareceram em diversas passarelas como tema principal, como nos desfiles da Burberry Prorsum e do Elie Saab. Nas roupas mais casuais às peças de haute couture, os tons pastéis estavam presentes.








O resultado é bonito de se ver, não posso negar. Muitas das peças apresentadas ficaram lindas, em especial os vestidos da Burberry. Eu queria uns quatro ou cinco diferentes, se o dinheiro permitisse. Mas, infelizmente, não sei a migração das passarelas ocorrerá bem para a "vida real".






O problema é que tons pastéis, para ficarem bonitos, devem ser usados em tecidos mais nobres, com cortes mais elegantes e dando aquele ar luxuoso à peça. Aquela coisa de física: as cores escuras escondem bem os defeitos (sejam eles das peças ou do corpitcho) e as cores claras evidenciam os defeitos, por terem mais definição e luz ao olho humano.






Por isso é bom tomar um super cuidado ao comprar peças em tons pastéis, pra não acabar gastando dinheiro à toa em uma roupa que, em casa, vai parecer mais "nhé" que "uau".







Outra coisa é a facilidade dos tons pastéis em darem a qualquer look um ar mais infantilizado. Como eles evocam romantismo, inocência e trazem consigo aquela cara de "etério" e "conto de fadas", o cuidado tem que ser em dobro pra você não se transformar em figurante de um episódio de Gossip Girl, quando a intenção era ser uma diva em tons claros.






Os acessórios também vem super carregados nos tons pastéis: bolsas, echarpes, sapatos... tudo vem com cor de Ursinhos Carinhosos!






E os meninos, apesar de a tendência ser mais fraca nas passarelas deles, também foram batizados com cores de algodão doce. Mas a fórmula é aparentemente a mesma: aplicação dessas cores em tecidos e cortes mais nobres para que o look não fique com cara de vagabundo.






Estilistas como Tom Ford e Ralph Lauren abusaram dos tons pastéis em suas coleções, dando uma cara de "Ivy League meets Mad Men meets French Riviera" às peças. O resultado é um look dandy de verão, que lembra muito festas de gala à beira da piscina em Mônaco ou nos Hamptons.






Eu sei que pra muitos essas roupas masculinas são impossíveis de serem usadas no Brasil. Mas posso falar que gosto muito? Ok, elas tem um quê extra de Chuck Bass (as referências à Gossip Girl com tons pastéis são imensas!), mas eu adoro os looks com essas bermudinhas sociais mais justas, principalmente os terninhos "de verão". Acho um charme. 

E, honestamente, pra quem encara quase 8 meses de verão infernal, com temperaturas de 40 graus na cachola, como meus compatriotas cariocas, eu acho que essa moda deveria pegar. O centro da cidade ia ser muito mais estiloso e mais fresquinho para os homens... Fica aí a dica, meninos! Look terninho de verão! 

E mais: Meu pai disse que, se eu comprasse um pra ele, usaria. Se os leitores cariocas verem um senhor de 60 anos por aí de terno de verão e chapéu panamá no ano que vem, podem cumprimentar que é meu pai.

 
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