Monday, 6 February 2012
Idéias diferentes para chamar atenção de sua marca
Amei a forma como a marca francesa Kulte (www.kulte.fr) resolveu colocar parte do seu catálogo. Não só dá uma idéia bem clara ao consumidor de quais são as cores-tendência da temporada de primavera/verão, mas o fizeram com peças de roupa da marca. Ficou lindo, informativo e mais: quase peças de arte. Dá muita vontade de conseguir essas imagens em alta resolução e emoldurar. Ficaria lindo como decoração de um closet, um quarto ou até mesmo um ateliê. Adorei!
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Thursday, 15 December 2011
ex-modelos falam abertamente sobre envelhecer
Recebi o link do About Face, documentário norte-americano sobre envelhecimento na indústria da moda e a única coisa que tenho a dizer é: até que enfim! O filme, que será exibido pela primeira vez no festival de Sundance, entrevista ex-super modelos como Paulina Porizkova, Jerry Hall, Isabella Rosselini, Marisa Berenson e Carmen Dell-Orefice. A intenção é falar sobre como era ser super modelo há 20, 30 ou mais anos atrás e como essas mesmas mulheres lidam com o inevitável... Pelo trailer não dá pra sentir se o resultado final será incrível da forma como penso que deveria - mostrando que essas mulheres são lindas hoje em dia, que a população em geral envelhece e tem cada vez mais dinheiro para gastar sem ter representatividade na moda e na publicidade em geral. Mas que desejo firmemente que esse seja o resultado do documentário, ah isso eu desejo...
Por enquanto, ficamos só com o trailer:
escrito por querou aquino at 1:52 am 0 comentários - Comente aqui!
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Friday, 11 November 2011
Pantone-mania!
Quem não trabalha com arquitetura, interiores, moda ou design provavelmente nunca ouviu falar em Pantone. Mas se você é daquelas que ama qualquer coisa que tenha a ver com cores, adorava colecionar canetinhas, lápis e afins, e sabe a diferença entre ciano e magenta, provavelmente vai querer ouvir sobre a Pantone.
Em 1963 Lawrence Herbert criou um sistema de identificação de cores e o chamou de Pantone. Parece uma coisa super boba e que não faz sentido algum, mas se pararmos pra pensar um pouco, é impossível pensar como isso demorou tanto tempo pra ser criado! Branco é branco, e todo mundo reconhece branco. Mas e quando precisamos fazer uma blusa, pintar uma parede, criar um móvel ou um website que tenha uma cor meio salmão, meio goiaba que tem um tom um pouco menos rosado e mais voltado pro amarelado? Pois é... aí é que o bicho pega. Porque a minha concepção de "goiaba" é uma, a sua pode ser outra. Sem contar que, mesmo enviando arquivos com imagens de cores, a minha tela pode ter uma configuração diferente das outras, então nunca a cor sairá igual.
E no mundo em que temos hoje, com bilhões - se não forem trilhões! - de produtos sendo fabricados em outros países, até mesmo outros continentes, como é que se resolvem esses problemas? Fácil, com uma cartela Pantone. Você dá o código que tem na cartela e todo mundo se entende, sem precisar falar "goiaba asalmonado".
Existem cartelas especializadas pra moda e interiores (tecidos em geral), para design gráfico e para materiais de construção (plásticos, tintas, etc), isso porque os pigmentos fixam de formas diferentes nos materiais, então até nisso eles pensaram!! Hoje em dia todo mundo na indústria da moda usa a cartela Pantone - não posso afirmar sobre as outras, mas acho que também é assim! É a forma mais fácil que temos pra comunicar as cores, sem contar que as cartelas são a coisa mais linda do mundo!
Sou suspeita pra falar porque amo coisas coloridas, e fico desesperando quando vejo as cartelas da Pantone. Elas são MUITO caras - muita ênfase no "muito" - e só dá pra ter a mais simplezinha. Mas ó que a vontade de ter a de tecidos sinistrona é grande, viu... Imensa!
Pra quem não trabalha com isso e não tem a menor justificativa de ter uma cartela Pantone em casa mas se amarrou (ou já se amarra!) no conceito, vale a pena colecionar os produtos que levam a marca Pantone. A empresa é super esperta e, sabendo do hype que suas cartelas tem com "o pessoal do design e da moda", licenciou a marca e o estilo das cartelinhas pro desenvolvimento de diversos tipos de produtos, cada um mais lindo que o outro:
Tenho que admitir que comecei a escrever esse post porque vi as bolas de Natal e #MORRI. Eu tinha algumas canecas, mas todas se foram na destruição dos armários da minha cozinha nova, que simplesmente despencaram da parede e quebraram tudo que tinha dentro. Inclusive umas que eram listradas e edição especial feita pela Typhoon, que se bobear não consigo nunca mais... Não gosto nem de pensar, pra dizer a verdade. Tudo o que quebrou eu nem me importei, só as canecas....
Falando sobre coisas mais interessantes, acho que é uma ótima idéia de presente de Natal/aniversário/qualquer coisa para aquele seu amigo/namorado/pai/mãe/parente antenado ou que trabalha com design. Muitos dos produtos que coloquei por aqui vendem online, e a maioria entrega no Brasil! E também é uma ótima dica pra quem vai viajar, assim dá pra ficar de olho e comprar coisinhas da Pantone pra presentear quando voltar.
escrito por querou aquino at 3:50 pm 2 comentários - Comente aqui!
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Wednesday, 9 November 2011
Erin Fetherston: romanticismo no design
Uma das designers que eu A-DO-ROOO é a Erin Fetherston. Como eu sempre fico aqui dizendo, queria muito poder escrever sobre os designers que amo de paixão (Erdem, Proenza Schouler, Erin, Luella Bartley...), mas cadê o tempo pra fazer uma pesquisa digna e não falar besteira?
Vamos ver se agora que a vida tá ficando mais regradinha eu consigo ter um tempinho pra fazer isso, mas por enquanto deixo aqui pra vocês um editorial que a Vogue fez sobre o apartamento de Erin em Nova York, além de um vídeo que a Refinery 29 fez em parceria com a associação de produtores e importadores de algodão que olha o guarda-roupa incrível de Erin. Dá vontade de ser melhor amiga dela só pra poder pegar emprestado tuuuudooooo!
escrito por querou aquino at 11:24 am 0 comentários - Comente aqui!
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Thursday, 13 October 2011
London College of Fashion - o primeiro editorial
Pois é... prometi e tô tentando cumprir. Escrevo depois de sabe-se lá quanto tempo, mas finalmente acho que a vida está se estabilizando. Finalmente. Já não sei nem mais há quanto tempo estou nessa "fase de transição". Nada contra transições mas eu já tava quase fazendo um jantar à luz de velas pra rotina pra ver se ela voltava pra casa...
Compartilho com vocês meu primeiro trabalho oficial para o mestrado, a confecção de um editorial para uma revista imaginária ou verdadeira. As instruções eram bem simples: poderia ser sobre qualquer assunto, com qualquer inspiração e para qualquer revista, desde que tivesse entre 6 a 8 páginas, uma página de apresentação e todas as coisas que se espera de um editorial (créditos, preços, lojas, essas coisinhas de diagramação). E ah, detalhe: teríamos uma semana pra fazer e entregar. Uma mera semaninha. Ou seja, logo na primeira semana já nos jogaram dentro da máquina de lavar pra ver quem conseguia segurar bem o turbilhão.
E eu não consegui. Eu entrei em PÂNICO. Pânico silencioso, porém pânico. Ajudei três amigos de turma com minha câmera - apesar de não ser a melhor fotógrafa do mundo, eu dou pro gasto - e só via o tempo passar, surtando em silêncio. Isso porque eu tive uma idéia que achei *brilhante*. E eu queria segui-la até o final. Eu sou meio assim, não desisto facilmente das coisas. Desapego não está no meu vocabulário; e olha que eu tenho tentado de todas as formas exercitá-lo, mas sempre vem uma nova forma dele se apresentar, e quando eu vejo lá tô eu me segurando que nem capitão de navio no mastro do barco afundando. Fazer o que.
A idéia original veio através da Paula (que um dia escreveu por aqui), que é fascinada por livros de bonecas de papel. Pra quem não conhece, eles são desse estilo aqui:
Você recorta as bonecas e as roupas, e pode trocar sempre que quiser. Parece bobinho, mas isso era o tipo de coisa que levava meninas à loucura no século 20...
Queria fazer um editorial inspirado nessa idéia, com as modelos como bonecas e as peças de roupa que selecionei ao redor, com as abinhas e pontilhados, mostrando direitinho a idéia das bonecas de papel. Só que o grande problema é que essa é uma idéia que confia pesadamente no meu expertise de Photoshop. O expertise que eu não tenho...
E eu juro que eu tentei. De todas as formas. Mas as imagens das roupas nunca ficavam 100% retas (queria elas chapadas como os desenhos das bonecas acima) porque eu não tinha como tirar as fotos de cima delas, flutuando... elas não "cabiam" direito nas modelos-bonecas, isso sem contar que eu demorei três dias só procurando por peças de roupa para contar uma estória, tirando fotos e pensando em como eu ia fazer com o bendito Photoshop. Pensei até em esquecer tudo e só desenhar, mas aí me deparei com várias imagens de moda já feitas nesse estilo, e eu queria ser original.
O resultado? Esse aqui:
Não era o que eu queria - queria colocar as roupas por cima das modelos (que, aliás, são amigas minhas de turma!) e fazer um editorial de verdade. Mas acabou que o que saiu de mim foi um trend report. É o vício do trabalho, misturada com a falta de capacidade/tempo de fazer a idéia que eu inicialmente queria.
Mas... ou melhor, *maaaaassssssssssssss*... o meu editorial foi escolhido entre os quatro melhores da turma. Eu JURO que achei que estava na mão do professor porque ele ia dizer "teve um que fugiu do tema, bla bla bla, whiskas sachet". Mas nem foi. Ele elogiou minha atenção aos detalhes (o tal do desapego se apresentando em outra forma...), o fato de que eu fui a única (e eu até me impressionei com isso) a realmente se preocupar com o propósito do projeto e colocar tudo o que uma revista colocaria num editorial seu, e particularmente adorou a idéia. Havia um amigo dele que é fotógrafo analisando os projetos também, e ele particularmente adorou o fato de que eu coloquei todas as roupas no tamanho certo para caber nas modelos. Como eu disse, quando eu me prendo a algo, não solto não...
E foi isso. Passei uma semana dos infernos, três dias mal dormidos e um (o do domingo para segunda, dia da entrega do trabalho) totalmente sem dormir. Mas valeu a pena. Só espero manter o pique.
O trabalho para a próxima segunda? Tenho que escrever um obituário para Anna Wintour. Cada um teve que sortear uma celebridade da moda, e eu tive essa sorte grande. Not. Mas, vamo que vamo. Depois conto o resultado.
escrito por querou aquino at 4:01 pm 2 comentários - Comente aqui!
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Thursday, 18 August 2011
Zara, trabalho escravo e alguns pensamentos soltos
Eu quero escrever com tempo sobre isso. E, principalmente, algo com começo, meio e fim. Porque aqui já são quase 4 da manhã, o sol da meia noite já foi dormir e já apareceu novamente, só vai sair coisa estranha desse teclado. Mas pode deixar, caro amigo leitor (meu sono me coloca numa vibe locutora de rádio brega), que assim que eu puder, vai sair o texto "sério'.
Quem é frequentador assíduo sabe que esse é um dos assuntos que eu mais curto escrever a respeito. Na verdade, um dos textos que eu escrevi para o application do meu mestrado era exatamente sobre isso. Não sobre o trabalho escravo em si, mas sobre como uma fast fashion não pode ser ecologicamente correta, mesmo que ela tente vender essa idéia (*cof*, H&M...). E que ela não pode existir num meio que respeite qualquer tipo de proteção, seja ela do meio-ambiente, dos animais, dos seres humanos. A conta simplesmente não fecha.
E eu também escrevi sobre o "boicote" à Arezzo. Aquela, a que lançou uma coleção com pele verdadeira. Ninguém se lembra mais, acho eu. Pois é. Por isso mesmo, nem vou entrar de novo no mérito dos tuiteiros de plantão que *adouram* um furdunço pra se posar de politicamente corretos. Mas, cada um com seu cada um. Eu, como Ana Carolina temente à Deus, sei que respondo a ele. E, mesmo tirando Deus da equação, eu sou coerente no meu colóquio - aliás, *coerência no discurso* é a chave do negócio... Somos todos responsáveis por nossos atos diários, começando pelo livre-arbítrio de abrir ou não abrir os olhos de manhã quando o despertador toca. Cada minúsculo ato, por mais imperceptível, tem o seu "efeito borboleta". Afeta alguém. Então, eu com o meu, você com o seu, e todo mundo respondendo pelas atitudes impensadas. Não é só pra época eleitoral que esse jargão vale.
Continuo comprando na H&M - teria como não fazê-lo, ainda mais em terras suecas? -, continuo comprando na Zara. E na Primark, na Topshop, como também num ocasional Alexander Wang, Opening Ceremony ou Marc Jacobs. Porque, né, eles também praticam atos abomináveis. Todos no mundo da moda praticam; acho ingênuo quem pensa que não. Aliás, todos no mundo praticam, inclusive eu e você. Seja a multa não paga esperando um indulto, a propina passada ao policial pra liberar o carro parado em local irregular. O dinheiro pro flanelinha. Passar na fila porque você tá com sua mãe que tem mais de 60 mas que tem saúde, corpo e mente de quem tem 40. E por aí vamos...
Mas eu não quero me alongar em política. Ou em Brasil. Quero mesmo é falar sobre o episódio, sobre tantos episódios que eu já vi desde que me mudei pra cá, e também sobre tanta gente corajosa que resolveu falar a respeito. Porque o que mais me impressionou sobre esse episódio, ao contrário do da Arezzo, foi que ninguém falou nada. NA-DA. Necas. Zero. Silêncio completo e absoluto. Ninguém deu sua opinião própria. A única que vi - e me corrijam se estiver errada - foi a Jojo. Até joguei no Google. Nem Vogue, nem Ela (o caderno do Globo sobre moda), nem Elle, nem o bloguinho da tia maricotinha.
Sei lá, vai ver foi no Twitter. E só. Mas me impressionou a passividade. Acho que doeu mais profundamente porque Zara é Zara. To-do-mun-dow compra na Zara. Ela é a opção da tia quatrocentona milhonária à adolescente que mora no sub-subúrbio do subúrbio e poupa pra comprar um vestidinho no final do mês. É a única fast fashion que pode ser assim chamada no Brasil (não sei como andam Renners e outras, mas na época que saí do Brasil, elas eram o equivalente a fondant em bolo de casamento - conteúdo mesmo nada, só enfeite). E mesmo assim, ô fast fashion caro. De acordo com meus cálculos, de 40 a 70% mais cara que na fonte, nas terras de Cervantes.
E aí eu acho que bateu no coração. O pensamento antigo de "eu não terei Arezzo mas terei Schutz" não vale mais. Eu não terei Zara mas..... ops? É difícil tomar essa decisão de boicotar uma empresa que é tão parte desse fenômeno blogosférico. E do fenômeno da percepção da moda no Brasil.
Moda, até ontem, era coisa de costureira. Dava dinheiro não... Aliás, ainda não dá (praquelas meninas que acham que glamour = dinheiro já saberem que o "não necessariamente" se aplica aqui mais do que em outras áreas!). Mas era relegado a segundo plano. Nem faculdade de moda existia, gente. Quem queria fazer roupa, que comprasse uma Singer e boa sorte. Aliás, pra muita gente hoje ainda é assim.
E chegamos a isso. Todos calados porque a Zara era o ídolo, o bastião. Perdeu-se o ídolo, perdeu-se o rumo? Acho que não. Na verdade, penso que ídolos são substituídos com o tempo não porque eles, um grande dia, pecam. Nós é que crescemos mais que eles; o famoso *outgrow* inglês que encaixa tão perfeitamente aqui. A gente vê que eles também erram. E aí aquela aura de perfeição cai por terra.
O que a Zara fez pelo Brasil foi grande. Abriu portas e olhares. Nós agora somos grandes consumidores não somente de logomarcas, mas também de tendências. As pessoas em geral estão ficando mais trend-aware. E eu bato palmas e agradeço ao seu Amâncio Ortega por isso. Sem ele e sem seu conglomerado, a gente talvez não estaria onde está. Mas é. Quebrou o encanto. E eu não sei se, como todas as coisas que acontecem no Brasil, vai pro esquecimento. Mas o que achei legal desse episódio todo é como, cada vez mais, estamos vivenciando problemas de primeiro mundo. Discutir de onde vem nossos produtos, estabelecer que depende de cada um tomar suas próprias decisões e arcar com as consequências delas. Mesmo que ainda sejamos parte de um país onde a impunidade reina, a perspectiva é que a tal "faixa" pra se cruzar pro mundo desenvolvido tá cada vez mais próxima.
Mundo da moda brasileiro "adolescente" aprendendo que seus pais também são humanos. Acho que essa era a frase que eu procurava pra definir a nossa situação. Pois bem, tá aí. Meu único pedido é que a gente não eleja um bezerro de ouro como próximo ídolo e sigamos em frente. Porque errar é humano, mas insistir no erro é burrice.
escrito por querou aquino at 10:53 pm 0 comentários - Comente aqui!
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Wednesday, 17 August 2011
moda vintage diretamente de Estocolmo!
Não, você não leu errado... Nesse momento estou em Estocolmo, capital da Suécia. Como já falei (incontáveis vezes, eu sei...), a vida tem andado atribulada por aqui. O ping-pong de cidades ainda não acabou, as aulas começam dia 19 de setembro (daqui a um mês!) e ainda por cima temos uma obra de apartamento pela frente. 2011 tá provando ser o ano do exercício da paciência, resignação e fé - exercício forçado, mas fazer o que...
Como prometido, estou tentando colocar o blog de volta à rotina, por isso mesmo um post diretamente da Suécia. Ontem foi nosso primeiro dia oficial por aqui (porque não dormimos de domingo para segunda, logo a segunda foi dedicada a recarregar as baterias - infelizmente em coroa Sueca), e logo de cara caímos de para-quedas em uma exposição temporária no museu da Armada Sueca (que fica embaixo do Palácio Real) sobre roupas da realeza do século 20 até agora.
Entitulada "Kunglig Vintage" (Royal Vintage, em sueco), a exposição é um chamado para a conscientização de que produzimos e criamos demasiado lixo por causa de nosso consumo desenfreado de roupas. Foram selecionadas mais de 60 peças da famíla real sueca para demonstrar como uma boa peça "vintage" pode ser super chique hoje em dia. Eu sou mega a favor de vintage, logo a exposição não é muito direcionada a mim. Na verdade, acredito que a imensa maioria dos suecos é a favor do uso de peças vintage, então acho que a exposição é mais uma amostra de como eles, como sociedade, se preocupam com essas coisas e querem que o resto do mundo abrace a idéia.
Sei que no Brasil o vintage é visto como "roupa usada" e muita gente não encostaria em uma - quiçá usar e ser feliz com ela. Mas é um conceito tão bobo... só porque já fomos um país pobre, onde "roupa usada" era sinônimo de "doação", de "pobreza"? Quero ver quem negaria um Chanel doado... ou um dos vestidos da família real sueca!
Abaixo, um montão de fotos que tirei na exposição:
escrito por querou aquino at 11:23 am 1 comentários - Comente aqui!
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