Showing posts with label zara. Show all posts
Showing posts with label zara. Show all posts

Friday, 19 August 2011

o que devemos discutir pós-Zara e trabalho escravo

Eu queria começar esse post com um "disclaimer": o escrito anterior não é nenhum tipo de manifesto de superioridade da minha parte só porque comentei sobre o episódio da Zara. A intenção, na realidade, era de levantar a discussão, que talvez fique presa na garganta pura e simplesmente porque envolve um assunto mais difícil de ser comentado. Esse post talvez explicará melhor a minha intenção.

Eu queria começar contando uma estória que ouvi de uma pessoa muito querida sobre sua visita ao Brasil recentemente. Ela é brasileira radicada em Londres, mora por aqui há mais de 25 anos e é casada com um britânico. Ela voltou ao Brasil para visitar sua família e, num determinado momento, foi levar sua mãe ao médico em um hospital público no interior de São Paulo. Todo mundo sabe como é um hospital público no Brasil - acho que não preciso ilustrar... - e, esperando já por algumas horas, ela nota que uma mulher com duas crianças, todas com cara de "indígena andino" (aqueles que normalmente vem da Bolívia, Peru, ou partes do Chile), estão lá há mais tempo que ela. A criança pequena, no colo da mãe, chorava horrores sem parar. Nesse momento, a mãe dela é chamada para ser atendida. Ela se levanta e comenta com a enfermeira que chamou sua mãe que aquela mulher estava ali por mais tempo que elas, logo deveria haver algum engano na ordem de chamada. A mulher responde rispidamente: "aquela ali só vai ser atendida quando aprender a falar português. E a senhora, vai querer ser atendida ou não?".


Somos todos iguais:


Voltarei a essa estória daqui a pouco. Primeiro, gostaria de falar sobre como viver fora do país me fez abrir os olhos sobre o Brasil. Tem a ver com o que eu tenho a dizer sobre a Zara, não se preocupem! Graças a Deus, fui abençoada por uma vida que me leva a diversos cantos do mundo. Eu sempre me senti meio "peixe fora d'água" no Rio, nunca me encaixei perfeitamente ao sistema "praia, malhação, Carnaval, calor e futebol". Não sou gostosona, não gosto de praia, malhar não é o meu forte, detesto calor como poucas coisas na vida. O Vasco não ganhou tanto quanto pôde quando eu era pequena, e meus pais torcem para outros times. Eu sempre amei Carnaval mas meus pais sempre fizeram questão de estar o mais longe possível do Rio nessa época. Dá pra sentir o resultado disso, né. Além disso, eu sempre achei que casaria com um "gringo" e que viveria fora do país. Acho que, no fundo, foi o que eu sempre quis (e não o que eu *sentia*). O gringo não é gringo, é petropolitano - apesar de ter uma carinha de gringo que ó...


viemos todos dos mesmos ancestrais (bíblicos ou mamíferos, o que você preferir)


Volto ao ponto: eu tinha tudo para ser pessimista com relação ao Brasil. Na verdade, eu sou muito pessimista com relação ao Brasil. Ao ponto de viver fora dele. Mas o pular de galho em galho, estar um dia em Barcelona, no outro em Estocolmo, depois no Cairo me fez ver como o Brasil está quase lá. Nos colocam junto com China, Índia, Rússia, África do Sul. Eu nunca fui a nenhum desses países (ainda, espero eu!), mas a impressão que me passa é que nós somos os mais próximos de um ideal de "primeiro mundo". Na verdade, diversos amigos que já visitaram esses países me afirmam isso. Que o Brasil, olhando com um olhar de visitante, muitas vezes já parece um país de primeiro mundo. Claro: eles não tem que pegar trânsito todo dia pra ir pro trabalho sem opção de um sistema de transporte público de qualidade, não tem que enfrentar a violência que tanto nos marca, não sabem o que é viver brigando com o resto do país por seus direitos.


temos todos os mesmos direitos


Mas eu sei. Eu vivi isso por muito tempo. E eu posso dizer que é verdade: estamos quase lá. Apesar de todo o meu pessimismo, isso é uma realidade. Um quase tão quase, que muitas vezes me parece que nesse último século (o vinte), nós corremos absurdamente em direção à linha de chegada dessa maratona que é "ser um país legal", cansamos nos 500m finais, paramos pra dar aquela respirada e pensamos "ah, tá bom por aqui... 41.5km é quase 42...". E ficou por isso mesmo. Ou talvez porque esses 500m finais sejam os mais difíceis. Os tais 3 quilos finais de uma dieta. Os últimos dias de tratamento médico, os dias entre descobrir que você tem que terminar o seu relacionamento e realmente fazê-lo. É um período difícil, conturbado, complicado e dolorido. É quase um esforço sobre-humano, muito pior que o inicial.


somos todos igualmente mentirosos e caras-de-pau


Mas, pra mim, tudo isso se traduz em medo. Muita gente desiste de perder os últimos três quilos, de terminar o relacionamento porque tem medo do que vem pela frente. Fiquei magra, estou solteira, e agora? E acho que o mesmo acontece com o Brasil. Estamos meio perdidos. Sabemos como é ser "terceiro mundo", sabemos como é ser "emergente" e ser "BRIC". Mas não sabemos o que é ser um "Brasil primeiro mundo". Nunca aconteceu na nossa história. Sempre fomos rural, agrário, dependente. Não sabemos como é ser "potência".

Aliás, a algum tempo somos a potência da América do Sul, apesar de querermos negar nossa posição com todas as forças; "ah, mas tem a Argentina, a Venezuela com o Chaves...". É, galera, mas quem segura o rojão somos nós. Eles todos nos vêem como *os imperialistas* - quer nós queiramos ou não. E nós, que só sabemos ser amigos, bons de papo, carismáticos com nosso sambinha, achamos que estamos "todos no mesmo barco". E não estamos.


somos todos "aliens" ou "estranhos" em algum momento de nossas vidas


Volto agora à estória contada lá em cima. A última "invasão estrangeira" que o Brasil teve foi logo após a abolição da escravatura. Somos essa miscigenação toda da qual nos orgulhamos porque italianos, alemães, polacos, japoneses, espanhóis, e muitos outros vieram pra cá para substituir mão-de-obra escrava. Todo mundo lembra de "Terra Nostra" - e quem não lembra, joga no Google e descobre, porque foi uma das últimas ótimas novelas da Globo - e sabe como os coitados sofreram. Eles eram cidadãos de segunda classe em nossas terras. E agora, quase 150 anos depois, começa a "invasão latina". E também a "invasão chinesa", a "invasão Moçambicana/Angolana", e algumas outras mais. De novo, os vemos como cidadãos de "segundo escalão". É fácil fazer piada do chinês que não fala o "R", o angolano de sotaque engraçado, o boliviano que não fala a nossa língua. E achamos que cidadão de primeiro mundo é europeu... aquele mesmo que foi subjugado há 150 anos atrás.

Estamos mais uma vez em uma posição privilegiada e, ao mesmo tempo, desconfortável. Milhões de pessoas se mudando para o "nosso" país, que não entendem a "nossa" cultura, que não falam o "nosso" idioma. Mais ou menos o que reclamamos quando viajamos para o exterior, e somos tratados como "escória". É fácil reclamar, porém difícil de ver quando somos nós quem o fazemos.


rimos, sorrimos, choramos, pulamos e cantamos da mesma maneira


O caso da mulher boliviana (ou chilena, peruana) é um dentre possíveis milhares que acontecem todos os dias. E o caso da Zara é mais um deles. Bolivianos que vem pensando que terão uma vida melhor "no país mais desenvolvido da América do Sul". Não nos damos conta, mas estamos na mesma posição que os Estados Unidos está para todos da América do Norte/Central. Ou da França e do Reino Unido para muitos outros. Somos "desenvolvidos" aos olhos de muuuuuitos outros países do mundo.


E o meu post de ontem sobre a falta de "opiniões" a respeito do episódio da Zara não é para me destacar, ou para apontar dedos. É simplesmente para gerar a discussão. Porque nós já estamos no estágio onde devemos começar a discutir temas que são mais complexos como imigração ilegal, condições de trabalho e de produção, penalizações contra empresas e, mais precisamente, nossa condição como país emergente. Emergente não quer dizer "terceiro mundo", quer dizer "quase lá". Apesar de não querermos aceitar (ou termos medo em fazê-lo), somos sim diferentes do resto. Já estamos em um patamar diferenciado.

E isso não é "feio" ou algo a ser escondido. Trabalhamos duro por isso, sofremos muito. Passamos por maus bocados, mil e um planos econômicos, inflação exorbitante, governantes doidos, crises fortes. Galgamos nossa subida; sangue, suor e lágrimas. Não temos que ter vergonha de nossa posição. Muito menos medo do futuro que nos aguarda.



cometemos crimes todos os dias


Tratar de assuntos delicados como esses, é - well - delicado. É muita coisa envolvida, muita gente que pode ser prejudicada, muitas vidas em jogo. Mas é isso o que um país de (quase) primeiro mundo faz.

Por isso que quando eu escrevo a respeito dessas coisas e digo que sou totalmente contra "boicotes", é porque boicotes são a forma *avestruzesca* de lidar com o problema. Regimes de quase escravidão não acontecem somente com fábricas contratadas pela Zara; na verdade, eles não acontecem somente no mundo da moda, e muito menos só em terras brasileiras. Boicotar por boicotar, é simplesmente voltar a viver na época das cavernas. Cada um planta o seu, produz o seu, e pronto. Acaba-se dinheiro, sistema capitalista, tudo. Pode ser que essa seja a solução pra daqui a alguns milhares de anos? Talvez. Mas hoje em dia não é.

A solução de verdade é falar a respeito. É cobrar atitudes do governo, cobrar atitudes da empresa. Se o boicote é organizado de forma à empresa ouvir um pleito (que seja realístico), estou dentro. Se é só pra fazer auê no Twitter e posar de politicamente correto, muito obrigada.


temos os mesmos sonhos, desejos e ambições. Somos, essencialmente, iguais.


Além do mais, acho que o ponto aqui não é sobre a Zara - ou sobre a moda. Temos que refletir muito além disso, e esse evento serve como um ótimo catalisador para isso. Como eu havia dito antes, nossas atitudes diárias tem consequências, e devemos arcar com isso. Se tomamos decisões erradas, que levemos a portada na cara. Na moda, na política, na alimentação, na saúde, no transporte, em tudo. Devemos tomar decisões informadas, e essa é chave. E, para isso mesmo, devemos discutir. Trocar idéias, ler muito sobre tudo, ouvir opiniões, mesmo que diferentes das nossas. Assim fazem os países de primeiro mundo, assim fazem os "cidadãos de primeira classe".

Chegou a nossa hora de agir assim - quer nós queiramos ou não.


P.S.: Todas as imagens vem do ótimo trabalho que a Benetton desenvolveu ao longo de anos através de suas propagandas, mostrando que, apesar de tudo, somos todos iguais. Na época, eles foram pioneiros em instigar a discussão sobre temas polêmicos como a discriminação racial, de portadores de HIV, entre outros. Pra quem quiser ver mais imagens, há um acervo ótimo aqui - de onde essas imagens aqui utilizadas foram retiradas.

Thursday, 18 August 2011

Zara, trabalho escravo e alguns pensamentos soltos

Eu quero escrever com tempo sobre isso. E, principalmente, algo com começo, meio e fim. Porque aqui já são quase 4 da manhã, o sol da meia noite já foi dormir e já apareceu novamente, só vai sair coisa estranha desse teclado. Mas pode deixar, caro amigo leitor (meu sono me coloca numa vibe locutora de rádio brega), que assim que eu puder, vai sair o texto "sério'.

Quem é frequentador assíduo sabe que esse é um dos assuntos que eu mais curto escrever a respeito. Na verdade, um dos textos que eu escrevi para o application do meu mestrado era exatamente sobre isso. Não sobre o trabalho escravo em si, mas sobre como uma fast fashion não pode ser ecologicamente correta, mesmo que ela tente vender essa idéia (*cof*, H&M...). E que ela não pode existir num meio que respeite qualquer tipo de proteção, seja ela do meio-ambiente, dos animais, dos seres humanos. A conta simplesmente não fecha.

E eu também escrevi sobre o "boicote" à Arezzo. Aquela, a que lançou uma coleção com pele verdadeira. Ninguém se lembra mais, acho eu. Pois é. Por isso mesmo, nem vou entrar de novo no mérito dos tuiteiros de plantão que *adouram* um furdunço pra se posar de politicamente corretos. Mas, cada um com seu cada um. Eu, como Ana Carolina temente à Deus, sei que respondo a ele. E, mesmo tirando Deus da equação, eu sou coerente no meu colóquio - aliás, *coerência no discurso* é a chave do negócio... Somos todos responsáveis por nossos atos diários, começando pelo livre-arbítrio de abrir ou não abrir os olhos de manhã quando o despertador toca. Cada minúsculo ato, por mais imperceptível, tem o seu "efeito borboleta". Afeta alguém. Então, eu com o meu, você com o seu, e todo mundo respondendo pelas atitudes impensadas. Não é só pra época eleitoral que esse jargão vale.

Continuo comprando na H&M - teria como não fazê-lo, ainda mais em terras suecas? -, continuo comprando na Zara. E na Primark, na Topshop, como também num ocasional Alexander Wang, Opening Ceremony ou Marc Jacobs. Porque, né, eles também praticam atos abomináveis. Todos no mundo da moda praticam; acho ingênuo quem pensa que não. Aliás, todos no mundo praticam, inclusive eu e você. Seja a multa não paga esperando um indulto, a propina passada ao policial pra liberar o carro parado em local irregular. O dinheiro pro flanelinha. Passar na fila porque você tá com sua mãe que tem mais de 60 mas que tem saúde, corpo e mente de quem tem 40. E por aí vamos...

Mas eu não quero me alongar em política. Ou em Brasil. Quero mesmo é falar sobre o episódio, sobre tantos episódios que eu já vi desde que me mudei pra cá, e também sobre tanta gente corajosa que resolveu falar a respeito. Porque o que mais me impressionou sobre esse episódio, ao contrário do da Arezzo, foi que ninguém falou nada. NA-DA. Necas. Zero. Silêncio completo e absoluto. Ninguém deu sua opinião própria. A única que vi - e me corrijam se estiver errada - foi a Jojo. Até joguei no Google. Nem Vogue, nem Ela (o caderno do Globo sobre moda), nem Elle, nem o bloguinho da tia maricotinha.

Sei lá, vai ver foi no Twitter. E só. Mas me impressionou a passividade. Acho que doeu mais profundamente porque Zara é Zara. To-do-mun-dow compra na Zara. Ela é a opção da tia quatrocentona milhonária à adolescente que mora no sub-subúrbio do subúrbio e poupa pra comprar um vestidinho no final do mês. É a única fast fashion que pode ser assim chamada no Brasil (não sei como andam Renners e outras, mas na época que saí do Brasil, elas eram o equivalente a fondant em bolo de casamento - conteúdo mesmo nada, só enfeite). E mesmo assim, ô fast fashion caro. De acordo com meus cálculos, de 40 a 70% mais cara que na fonte, nas terras de Cervantes.

E aí eu acho que bateu no coração. O pensamento antigo de "eu não terei Arezzo mas terei Schutz" não vale mais. Eu não terei Zara mas..... ops? É difícil tomar essa decisão de boicotar uma empresa que é tão parte desse fenômeno blogosférico. E do fenômeno da percepção da moda no Brasil.

Moda, até ontem, era coisa de costureira. Dava dinheiro não... Aliás, ainda não dá (praquelas meninas que acham que glamour = dinheiro já saberem que o "não necessariamente" se aplica aqui mais do que em outras áreas!). Mas era relegado a segundo plano. Nem faculdade de moda existia, gente. Quem queria fazer roupa, que comprasse uma Singer e boa sorte. Aliás, pra muita gente hoje ainda é assim.

E chegamos a isso. Todos calados porque a Zara era o ídolo, o bastião. Perdeu-se o ídolo, perdeu-se o rumo? Acho que não. Na verdade, penso que ídolos são substituídos com o tempo não porque eles, um grande dia, pecam. Nós é que crescemos mais que eles; o famoso *outgrow* inglês que encaixa tão perfeitamente aqui. A gente vê que eles também erram. E aí aquela aura de perfeição cai por terra.

O que a Zara fez pelo Brasil foi grande. Abriu portas e olhares. Nós agora somos grandes consumidores não somente de logomarcas, mas também de tendências. As pessoas em geral estão ficando mais trend-aware. E eu bato palmas e agradeço ao seu Amâncio Ortega por isso. Sem ele e sem seu conglomerado, a gente talvez não estaria onde está. Mas é. Quebrou o encanto. E eu não sei se, como todas as coisas que acontecem no Brasil, vai pro esquecimento. Mas o que achei legal desse episódio todo é como, cada vez mais, estamos vivenciando problemas de primeiro mundo. Discutir de onde vem nossos produtos, estabelecer que depende de cada um tomar suas próprias decisões e arcar com as consequências delas. Mesmo que ainda sejamos parte de um país onde a impunidade reina, a perspectiva é que a tal "faixa" pra se cruzar pro mundo desenvolvido tá cada vez mais próxima.

Mundo da moda brasileiro "adolescente" aprendendo que seus pais também são humanos. Acho que essa era a frase que eu procurava pra definir a nossa situação. Pois bem, tá aí. Meu único pedido é que a gente não eleja um bezerro de ouro como próximo ídolo e sigamos em frente. Porque errar é humano, mas insistir no erro é burrice.

Friday, 4 March 2011

lookbook love: o minimalismo chic da Zara

Como já havia mencionado por aqui em outros posts, eu tô morrendo de amores por essa onda minimalista. A tendência me pegou desavisada; logo eu, pessoa que ama um mix de estampas, um floral, um excesso de informação... mas não adianta. Já coloquei quase tudo que tenho no meu armário pra um canto e tenho usado somente uma meia dúzia de peças simples, que já estavam mais que esquecidas.

Aí me vem a Zara com essa coleção arrasadora. A Inditex pegou a Céline, misturou com um pouco de Calvin Klein, pincelou com um Michael Kors e uma Chloé e eu #MORRI. Não passarei pela porta de uma Zara nos próximos dois meses - e olha que isso aqui é um feito de tamanho nababesco! -, senão vou ter que deixar um dente de ouro em pagamento.

Selecionei as peças que mais tocaram o coraçãozinho de quem vos escreve:




















Tem um lookbook mais limpo, clean, totalmente voltado para as silhuetas e contraposições de cor que esse? Não consigo parar de olhar pra essas fotos... Acho que nunca me "coçei" tanto pra ir a uma loja da Zara. Vai ser difícil ficar longe.

Monday, 21 February 2011

Zara People! A nova campanha de marketing da Zara

Esse é um mini-post (porque estou preparando meu resumão de tendências sobre a NYFW e 100% de olho nos desfiles de Londres...) para falar sobre a mais nova estratégia de marketing da Zara. Chamado de Zara People, ele é muito similar a um Lookbook.nu ou Chictopia, porém voltado para peças de roupa da Zara. Pessoas se inscrevem no site people.zara.com, fazem uploads de fotos suas vestindo no mínimo duas peças principais - ou seja, não vale perfume ou pulseirinha... - e voilà. Se sua foto for escolhida, você ganha 300 euros para gastar nas lojas da Zara. Simples né?




Pois eu não acho que seja tãaao simples assim. Claro, é ótimo ter sua foto lá estampada para que pessoas vejam o quão bonita/estilosa/fashion você é. E melhor ainda é ganhar 300 euros para gastar na Zara. Mas meu feeling é que esse site tem mais a ver com coisas assim:


Betty, do Le blog de Betty, e sua camiseta da Zara com foto roubada...


... o mesmo para a linda Michèle ,do Beware of My Heels...


... e para Louise Ebel, do Miss Pandora.


o mais recente caso: Andy Torres, do Style Scrapbook, que descobriu sua foto numa camiseta da Lefties, a marca Outlet da Zara. Ou seja, tentando fugir da atenção mas fazendo ainda as mesmas táticas...


Pra quem não se lembra - ou nem sabe - a Zara se envolveu em GRANDES problemas por "roubar" fotos de blogueiras famosas e colocá-las como estampas em camisetas. Pra mim isso foi uma forma que a marca conseguiu para "criar" estampas de forma super fácil. Além, é claro, de ganhar de presente inúmeras formas que suas peças possam ser combinadas e utilizadas. Material riquíssimo para o pessoal de criação, de composição de vitrine e interior das lojas. E também um termômetro claro sobre o que está sendo mais utilizado pelas fashionistas mundo afora, com a facilidade de ter tudo dividido por país e região.

Ou seja: informação em quantidades absurdas de bandeja, pela mera chance de ganhar possíveis 300 euros. Pode ser um bom dinheiro para muita gente, mas podem ter certeza: essa informação vale *muuuuuuuuuito* mais pra Zara. Esse sistema não é inovador; o Lookbook.nu também é conhecido por vender suas informações, coletadas através de um número imenso de postagens de fotos provenientes de todos os cantos do mundo, para marcas e grandes clientes que buscam informação de moda. Se, pelo lado do negócio, essa idéia é extremamente atrativa - e, deixemos claro, legal, já que existem os "termos de contrato" que ninguém nunca lê mas que definitivamente anunciam que suas fotos e seus dados serão utilizados e você nada ganhará com isso - pelo lado pessoal não sei se é tanto...

Por isso, aqui fica meu conselho para quem faz upload de fotos online em geral: cuidado com o que postam por aí, mesmo valendo "prêmios". Você pode estar se vendendo por muito barato.

Thursday, 9 September 2010

Zara ataca na cópia novamente / Zara copies again

(English below)

Eu sinto cheiro de processo no ar... A Zara Man lançou há mais ou menos um mês atrás o seu lookbook de agosto e ele é claramente "inspirado" pelo catálogo da Balmain Homme. As fotos, que eu vi no blog 00o00, abaixo estão agrupadas como Zara à esquerda e Balmain à direita.

Eu tenho opiniões mistas com relação às marcas de fast fashion copiando peças de roupas de marcas famosas. Por um lado eu sei que os preços cobrados por muitas marcas é exorbitante e infundado (não há como alguém me dar fundamento para uma camiseta Balmain toda rasgada custar mais de mil dólares, desculpe). Mas, por outro lado, houve todo um processo de criação por detrás da coleção, uma dedicação de várias pessoas em criar algo novo, bonito e diferente, e eu acho que isso deve ser premiado. Por isso me dá um pouco de *nojinho* ver que o pessoal da Zara não se deu nem ao luxo de fazer fotos diferentes, combinações diferentes no estilo. Uma coisa é você copiar o "it vestido" da Miu Miu, outra é copiar a coleção inteira de uma marca, inclusive o lookbook deles. Feio Zara... muito feio.
















Nothing like the smell of lawsuit in the morning... Zara Man has aired its August lookbook around a month ago and it's clearly "inspired" by Balmain Homme. The pics, which I saw at the 00o00 blog, above are placed as Zara's on the left and Balmain's on the right.

I have mixed opinions with regards to fast fashion brands copying designers items. On one hand I know some of the prices charged for the designer items are exorbitant and not based on real costs (there's no way in hell someone will tell me that a thousand dollar Balmain slashed tee costs half of that amount to be produced. C'mon.). But, on the other hand, I do understand there is this whole creative process behind it with loads of people dedicating long hours of work to bring something beautiful, new and different to consumers - and that ought to be rewarded.

And because of that I feel a bit disgusted by the Zara crowd... they didn't even bother on doing different styling or even making different photographs! The model is exactly the same - except for him not being the same model. It is one thing to copy Miu Miu's "it dress" and another one to copy everything from a brand, from all items of clothing they made to their lookbook. Just sad, Zara... Sad.

Thursday, 2 September 2010

é hoje! Zara online today! (+ lookbook love)

(English below)

Felidade é pouco. Eu sei, eu sei. Não tem entrega pro Brasil - e, de verdade, não tô esnobando. Mas tô muito feliz de *finalmente* a Zara ter entrado no mercado online (e H&M tá vindo aí...). Esse post não é para um mero "ueba! vou poder comprar de casa"; é sinal de que os tempos tão mudando e que a Zara tá encarando o mercado online como algo verdadeiro e que definitivamente veio para ficar.

Eu admiro muito a Inditex (grupo criador e dono da Zara, juntamente com a Pull & Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius, Oysho, Uterquë e Zara Home) porque eles calculam mi-li-me-tri-ca-men-te todos os seus passos e quando dão esses passos, eles são super sólidos e com grandes chances de darem certo. Por isso a felicidade de ver a Zara entrando no mercado online. Tenho certeza de que a loja online rapidamente começará a entregar em outros países e esperamos que num futuro próximo o Brasil esteja incluído. O correio espanhol é tão complicado - pra não dizer custoso - quanto o brasileiro. A única diferença é que eu acredito que o índice de "perda" de pacotes (leia-se roubos) é beeeeem menor. Quem sabe... Pelo menos a marca já se move na direção certa.

Pra comemorar o lançamento, o lookbook feminino de setembro - quem quiser ver o masculino e o infantil, é só entrar no site da Zara.




















Jumping for joy, walking on sunshine. I know they're not delivering all over the world - and trust me, this post isn't a snob post. It's more of a celebration of Zara finally moving to the online world (and H&M is also doing it...).

I really admire Inditex cause they look at every tiny detail before giving a big step; it takes time but it also means that when they move, it's usually a solid move that will be here to stay. Hence the happiness about them opening their online shop. I'm pretty sure they won't stop at this and pretty soon another countries will be added to their delivery list. The Spanish post is a very complicated insitution (not to mention quite expensive) so for them to launch something like that is because they're tackling those issues - and hopefully helping make prices fall (seriously, the Spanish post is extorting!).

And, to celebrate the lauch of the online shop, here is the September womenswear lookbook - for those who wish to check on to menswear and childrenswear, just go to Zara's website.

Friday, 13 August 2010

Mini-notícias

Só pra contar que a Zara resolveu abrir suas portas na Austrália e na África do Sul (pra Nads, que reclamou hoje mesmo que não tinha essas coisas por lá...), e que a expansão da H&M não vai parar tão cedo, com aberturas na Croácia, Romênia, Marrocos e Turquia. A gigante também pretende expandir sua marca mais "cara", a COS, com aberturas na Suécia e em Hong Kong previstas para o final desse ano ou início do ano que vem.

Do jeito que as coisas andam, não é possível que o Brasil não entre na lista cedo ou tarde... Não entrem em desespero, a fé é grande!

Thursday, 8 July 2010

Zara e H&M vão abrir sites de compra! - Zara and H&M will open online shopping websites!

(English in between paragraphs)

Novidades quentíssimas no mundo da moda! Zara e H&M *finalmente* cederam às pressões de milhões de consumidores e vão colocar online sites onde consumidores podem comprar suas roupas. Ambas as marcas adotaram estratégias de "passo-a-passo", abrindo em somente alguns países e com planos de expansão caso a iniciativa dê certo - e alguém acreditava que não ia dar?

H&M and Zara have finally given in to the pressure of the public and will launch their online shopping websites to a wider audience. Both companies are taking a "step-by-step" approach to the online shopping plan, by opening up their websites to selected countries and seing if they're being successful first - and does anyone believe they wouldn't be successful?


a coleção feminina de pré-outono da H&M - H&M's girls pre-fall collection


A H&M começará abrindo seu site para os mercados norte-americanos e britânicos a partir do dia 16 de setembro, para conciliar com o lançamento de sua coleção de outono/inverno. A marca já tem site de compras para Áustria, Alemanha, Holanda, Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia, e prevê expansão nos próximos anos para outros países. Eu andei pesquisando para ver se há mais algum país que será agraciado com essa novidade, mas por enquanto ainda não encontrei nada. Mas se souber de algo - claro - colocarei por aqui.

H&M will open its shopping website to the British and North-American markets from the 16th of September in order to coincide with the lauch of their autumn/winter collection. The brand already has a online shopping site for the Austrian, German, Dutch, Danish, Finnish, Norge and Swedish markets, and they have plans to open the site for another european countries soon. I've been searching to check if any other country would be "granted" with an opening in September, but no news yet. I'll keep you posted if I find something out.


a coleção masculina de pré-outono da H&M - H&M's mens pre-fall collection


Já a Zara começará seu site servindo para França, Espanha (ieeeei!), Portugal, Itália, Alemanha e Reino Unido, também a partir de setembro, quando sua nova coleção entra nas lojas. A Zara Home já tem sites que servem a diversos países europeus, então imagino que a logística pelo menos já está estabelecida e o grupo Inditex já tem alguma experiência com isso.

Zara will have its first online shopping website for clothes opening up this September as well, and it will serve the French, Spanish (yaaaay!), Portuguese, Italian, German and British markets. Zara Home already has a website for several countries, so I imagine that Inditex have at least the logistics process figured out.


o site da Zara - já sendo preparado para "passos futuros maiores"
Zara's website - already being prepared for "the greater things to come"


E falando em coisas para a casa, a H&M também lançou sua linha Home no Reino Unido. As primeiras peças de uma "mini" coleção de verão foram postas à venda na sua flagship da Oxford Street e, aparentemente, foram um sucesso. Espero que a linha de casa também entre no site, já que a maioria das peças são pequenas e transportáveis.

And talking about homeware, H&M has also launched it home line in the UK. The first collection was delivered this summer and were just placed as H&M's flagship store at Oxford Circus in London. They were a hit and I hope that the homeware will also be available in their website.


um gostinho da H&M Home - a little taste of H&M Home


Mas a pergunta que fica é: quando é que esses "adventos" da modernidade chegarão ao Brasil"?

But the question remaining is: when are those "modern ages" going to reach Brazil?

Wednesday, 7 July 2010

Resultado do sorteio da Zara

Pois é, chegou a tão esperada hora: o resultado do sorteio do vestido da Zara com estampa de gatinhos, inspirado nas estampas da Miu Miu. Tivemos 89 concorrentes, sendo que Ana Cristina ganhou um número extra por indicar o Pedro para ler o blog, levando o número de concorrentes para 90. Ou seja, nem é muito difícil, se comparado com sorteios por aí que tem 5 mil pessoas! Ou a loto né... nem vamos falar de loto.

Sem mais delongas, aqui vão os números dos concorrentes:




e o ganhador foi........





Eu amo Chanel!

Não, eu não amo Chanel (bom, eu amo). A ganhadora se chama "euamochanel". Chanelzita, você tem até 6a feira 7 da noite horário de Brasília pra entrar em contato comigo através de e-mail ou comentário com seus dados de envio para que eu possa te mandar o vestido, ok? Senão farei o sorteio novamente.

É isso. Segunda que vem eu abro o novo sorteio, ok? Mas vocês tem que esperar até lá pra saber qual será o "presentinho" novo...

Tuesday, 6 July 2010

É hoje!

... que hoje é o último dia válido para participar do sorteio do vestido "Miu Miu" inspired da Zara.

Pra participar é molezinha: tem que seguir publicamente o blog no Google Friend Connect. Quem quiser ter mais chances de concorrer é só indicar um amigo para seguir o blog - mas o amigo tem que me mandar um e-mail ou comentar nesse post dizendo que foi indicado por você, para que eu possa colocar um número extra pra você no sorteio.

O resultado sairá amanhã, dia 07 de julho, pela manhã. Porém só serão válidos os nomes que tiverem seguindo o blog através do Google Friend Connect até hoje, dia 06 de julho, às 7 da noite horário de Brasília, ok?


depois não diz que eu não avisei!

Sunday, 4 July 2010

Só pra lembrar....

... que ainda tem tempo para concorrer ao sorteio! Ou você não quer o vestido "Miu Miu inspired" da Zara?






Pra participar é molezinha: tem que seguir publicamente o blog no Google Friend Connect. Quem quiser ter mais chances de concorrer é só indicar um amigo para seguir o blog - mas o amigo tem que me mandar um e-mail ou comentar nesse post dizendo que foi indicado por você, para que eu possa colocar um número extra pra você no sorteio.


O resultado sairá na 4a feira que vem, dia 07 de julho, pela manhã. Só serão válidos os nomes que tiverem seguindo o blog através do Google Friend Connect até a 3a feira, dia 06 de julho, às 7 da noite horário de Brasília.


Fontes: The Style Crusader, Fashion is a Playground e HoneyBunny in Wonderland


Ou seja, ainda tem 48 horas pra mandar pros amigos, irmãos, pais, parentes, cunhados, papagaios... Tempo o suficiente pra fazer uma comoção geral e conseguir alavancar números extras pra você. Boa sorte a todos!

Wednesday, 30 June 2010

sorteio: vestido Zara "Miu-Miu inspired"

É... vocês leram direitinho. Encontrei um deles perdido em Cardiff, dando bobeira na seção de sale - pois é, na seção de sale! Então, sem mais delongas, dou aberto o novo sorteio.


a estampa original, foto do vestido que tenho em mãos (abaixo à esquerda) e imagens da Zara


O vestido é tamanho Large - como disse, foi o único que encontrei - e ele é um pouco grande pra mim (acho que hoje em dia sou tamanho 40 no Brasil). Porém acho que ele é bem facinho de ajustar - eu, se ficasse com ele, até tiraria a faixa elástica que ele tem na altura do quadril e a trocaria por uma faixa sem elástico de outra cor ou estampa - pra ficar diferente dos outros, sabe? Acho que colocaria uma estampa de flor estilo Liberty bem pequenininha que que tivesse o branco e o azul como base.

Acho que o bom do tamanho grande é que ele dá pra maioria das pessoas, é só apertá-lo aqui e ali e tá perfeito. E pra quem é maior não se sentir prejudicada em só ver sorteio de peça 36-38 (eu sinto sua dor!)...


fontes: Lookbook.nu, Fashion Zen e Le blog de Sushi


Como o vestidão tem sido muito cobiçado, ele vai sozinho no sorteio - deixo os "sorteios-combo" pra outras peças. Mas acho que vale a pena, não?

Pra participar é molezinha: tem que seguir publicamente o blog no Google Friend Connect. Quem quiser ter mais chances de concorrer é só indicar um amigo para seguir o blog - mas o amigo tem que me mandar um e-mail ou comentar nesse post dizendo que foi indicado por você, para que eu possa colocar um número extra pra você no sorteio.


O resultado sairá na 4a feira que vem, dia 07 de julho, pela manhã. Só serão válidos os nomes que tiverem seguindo o blog através do Google Friend Connect até a 3a feira, dia 06 de julho, às 7 da noite horário de Brasília.


Fontes: The Style Crusader, Fashion is a Playground e HoneyBunny in Wonderland


No mais, o post contém fotos de como as blogueiras e fashionistas mundo afora vem usando o vestido, como inspiração pra ganhadora. Quem quiser ver mais colagens de blogueiras ao redor do mundo usando o vestido, é só entrar no Blue is in fashon this year e no Fashion Cloud. Depois vai ter que me enviar a foto de como usou o seu, viu?

Boa sorte a todos!

 
BlogBlogs.Com.Br