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Monday, 23 May 2011

você conseguiria ficar um ano sem compras?

Pra quem ainda não conhece – e olha que acredito que não seja muita gente já que esse blog, com apenas 80 dias de vida, já apareceu no It MTV, no site da Revista Criativa, nas seções de moda da Folha, Estadão, Correio Braziliense e outros mil – apresento Joanna Moura. Ela é dona do blog Um Ano Sem Zara, criado com a intenção de manter Joanna fiel a uma promessa: ficar um ano sem comprar nadica, nem uma pecinha de roupa, sapato, acessório, bolsa... nada!




Coincidências do destino, uma amiga me enviou o link do blog há mais ou menos dois meses atrás, e quando vi as imagens fiquei pensando ‘nossa, conheço essa menina de algum lugar’. Uns dois dias depois, me vem a luz: ela era amiga de um amigo meu, e eu sim a conhecia! Não intimamente, mas trocamos palavras num show e depois nos divertimos juntas em uma festa de Ano Novo na casa desse amigo em comum. 

Na verdade, o motivo pelo qual me lembrei do rosto de Joanna foi pelo vestido que a moçoila usava no dia do show: branco, estilo camisetão, simples porém lindo, com um cintinho amarrado na cintura fazendo um estilo super despojado porém chique (e sim, eu tenho memória fo-to-grá-fi-ca pras roupas que eu amo. É um INFERNO). Joanna esbanjava estilo e eu, naquela época fazendo fotos de street style, fiquei morrendo de vergonha de tirar umas fotos dela (por incrível que pareça é mais fácil tirar fotos de desconhecidos andando pelas ruas que pessoas que tem uma certa “conexão” contigo – afinal, além da cara de pau tem que ter muito know-how pra foto sair linda de morrer!).

Pois bem... o tempo passa, o tempo voa, e aqui estamos nós, eu e Joanna, separadas por um e-mail, onde lhe pergunto tudo e quero saber como está sendo essa nova vida de “sensação bloguística”!


meu look favorito até o presente (mas eu sei que Joanna ainda vai trazer muitos outros pra eu amar!)
 - inspirado em Carrie Bradshaw do Sex and the City


1. Então... Eu sou mega-fã do seu blog e não sou a única! A blogosfera da moda está em polvorosa com a sua chegada. O seu formato é inovador no círculo brasileiro e acho que muitas pessoas se identificam com você – afinal, todo mundo já teve um cartão de crédito no vermelho, já pesou na mão nas comprinhas e não resistiu a uma ida ao shopping. Você esperava esse sucesso todo tão repentinamente?
Não imaginava essa repercussão! Achava que no máximo, a minha mãe, o meu namorado e amigos mais próximos íam prestigiar a minha loucura. Foi maravilhoso poder trocar experiências e sentir o apoio de pessoas que eu nem conhecia mas que viviam dramas parecidos com os meus.

2. Com a tamanha repercussão do seu blog, você já recebeu propostas para projetos relacionados ao tema? Afinal, você é bonita, seu estilo é “diferente” do usual brasileiro e o followship só cresce. Se algo for legal, acha que a carreira de publicidade vai pela janela e a de moda vai entrar pela porta da frente?
Não recebi nenhuma proposta. Se receber, quem sabe? Vamos ver! 

3. Todo mundo já sabe que você começou o seu blog como uma forma de se manter fiel à promessa de não comprar roupas por um ano inteiro. Mas, e se o sr. Amancio Ortega, dono da Zara, te ligasse falando “Joanna, estás acabando con mi negocio en Brasil!!! Todas agora só querem comprar muito esporadicamente, isso quando compram! Por isso, te pago um milhão pra você parar com seu blog e, ao contrário, virar garota-propaganda da Zara, fazendo sempre um look por dia com uma peça Zara”. Você aceitaria?

Ahahahhaha!! Acho bem difícil isso acontecer! Confesso que ficaria bem tentada!  

4. E mais de você: como é o seu estilo? Eu sei que essas coisas de “define o seu estilo” são meio impossíveis de serem respondidas (e até um pouco nada a ver, porque todo mundo tem um ‘dia de Maria’ e um ‘dia de princesa’), mas... pensemos assim: quais são as peças que definem a Joanna e quais são aquelas que seu corpo institivamente repele? Eu, por exemplo, nunca usaria calça jeans de cintura muito baixa, especialmente com batinha e tamanco! E bermuda jeans! Trauma de infância com bermuda jeans... me dá arrepio de pensar na época em que virou moda bermuda ciclista jeans... Jesus! Hahahahahahaha!
Realmente é difícil definir um estilo. Acho que sou bastante eclética. Me visto de acordo com o humor, a ocasião, o clima, enfim. E gosto de coisas que me caem bem e nas quais eu me sinta bem.  Roupa tem que deixar a gente se sentindo bonita. Não gosto de nada muito colado, nem barriga de fora.




 5. Muitas coisas do seu guarda-roupa são importadas; peças de marcas tipo ASOS e Urban Outfitters. Você acha que marcas como a Renner e a C&A estão melhorando o design e a qualidade de seus produtos ou o Brasil ainda precisa dar uma evoluída na sua “high street”? Dá pra viver só com marcas brasileiras mais “baratinhas”? 
Acho que as marcas brasileiras estão sim correndo atrás do prejuízo e investindo em design e qualidade. Prova disso são as parcerias com designers como Stella McCartney ou Cris Barros. Mas a moda brasileira ainda tem que correr muito atrás de baratear os seus preços e se tornar mais acessível. 

6. Se te dessem uma chance pra montar ou reorganizar uma marca, qual seria? E qual seria o seu passo estratégico?
Nossa, que difícil!!!! Gostaria de pensar numa marca bem acessível mas que tivesse uma preocupação com design. Sei lá, uma marca de roupas de supermercado! Seria divertido.

7. Agora: respondendo de verdade – não vale citar o blogroll só pra dizer nomes, hein! Quais são os sites, revistas, blogs, etc, que você religiosamente lê? Não precisa ser só de moda – afinal, as influências vem de todos os cantos!
Leio a Vogue religiosamente. Sigo no twitter, coleciono a revista, essas coisas. Além disso gosto de blogs de streetstyle que tenham um lado mais artístico também, como o Sartorialist. Porque ele não está de olho só na roupa, está em busca de uma atitude, um momento. 

8. As pessoas admiram muito o seu armário – na verdade, muitos comentários dizem que com uma seleção que você tem, nunca iriam às compras novamente! Você já chegou a essa “catarse”? Você acha que tem tudo o que precisa no seu armário? Se não, o que falta nele?
Nenhuma mulher nunca está plenamente satisfeita com o que tem dentro do armário. Eu não sou excessão. Sou do tipo que não vê problema nenhum em ter dois cintos finos amarelo-ovo bem parecidos porque vejo diferença em mínimos detalhes. Mas tenho consciência de que o meu armário é bem recheado (fruto de anos consumindo demais). Acho que ele vai me servir bem durante esse ano. Portanto, por enquanto acho que tenho tudo o que preciso por lá.







9. Minha relação com máquinas fotográficas não são das mais amigáveis. Prefiro ficar por detrás delas que na frente. Você sempre gostou de tirar fotos? O fato de ter que documentar os seus looks te faz hoje mais propensa a tirar fotos (você fica mais feliz, se arruma melhor, etc) ou te dá mais aflição? Ou seja: depois desses 80 dias, tá mais fácil ou mais difícil encarar as câmeras?
Sempre fui exibida! Mas, sem dúvida, tenho me arrumado mais. Uma coisa é você sair meio de qualquer jeito e ninguém te ver. Outra coisa é você sair mulamba e colocar isso na internet. Mas essa "obrigação" de me arrumar mais (e sempre) tem sido um exercício divertido. E, com todo exercício, a gente vai ficando melhor com a prática. 

10. E quanto a parte ‘social/antropológica” do projeto: tirando a poupança de lado, você está se sentindo melhor em não comprar tanto? Você poderia ser um “estandarte” para diversos grupos que se preocupam com consumo responsável – aliás, já devem ter vários deles de olho em você... ;) Em algum momento você pensou sobre esse tema e como essa mudança nos nossos hábitos de consumo podem auxiliar o planeta ou a melhoria da vida dos trabalhadores da indústria da moda?
Preciso confessar que o objetivo inicial do blog não teve a ver diretamente com a questão da sustentabilidade. No entanto, depois que comecei com a iniciativa percebi como isso é uma consequência bacana desse comportamento. 

11. A pergunta que não quer calar: e quando os 365 dias acabarem? Qual vai ser a primeira coisa que você vai fazer? Ir às compras? E o blog, como vai ficar?
Eu espero já ter alcançado um nível de equilíbrio mental que me faça não sair correndo pra um shopping assim que o desafio acabar. 




Dá pra ver pelas imagens que Joanna esbanja estilo, é linda - o que eu não faria com um par de olhos desses! - e tem um bom gosto absurdo. Pelo menos eu curto muito! E eu vejo o Um Ano sem Zara não somente como uma forma de Jojo (como é carinhosamente conhecida no mundo bloguístico) trazer sua conta bancária de volta ao azul. Hoje ele é um dos poucos blogs brasileiros que realmente mostra looks inspiracionais, ao invés de uma mera repetição de tendências e outros blogs internacionais. 

E, além do conteúdo, acho que ele é um bom estandarte (mesmo que sem querer) de que podemos sim viver com o que temos, que dá pra ser mais seletiva ao fazer compras (não somente de roupas e acessórios, mas de tudo!) e na grande maioria das vezes reclamamos de barriga cheia de nossos armários! O que precisamos não é de um novo vestido ou blusa, e sim de informação de qualidade sobre moda. Algo que nos faça ver nossas peças com outros olhos, achar novas combinações e que nos faça sair da nossa zona de conforto. Parar de usar aquela combinação "jeans+topzinho+bolsa+salto", sabe? 

Porque tem muito mais na moda que isso - e o divertido e gostoso da moda é se embrenhar por esse lado "desafiador" e ousado. Joanna tá aí pra mostrar isso.

Friday, 18 June 2010

de volta à vida (internética)

O que alguns dias sem internet fazem a uma pessoa... Quando eu parava pra pensar que ficaria sem o meu computador até 6a à tarde vinha um calafrio pela espinha. O melhor jeito pra não surtar foi não pensar a respeito. E vou dizer que foi difícil. MUITO difícil. Especialmente porque a novidade que eu tenho pra contar - à parte, claro, das usuais quando se vai a uma feira de moda - entra no quesito *bombástica*. Bom, pelo menos pra mim né.

Porque, GENTE - pausa para hiperventilação pesada, olhos cheios d'água, sorriso 360 graus e até destaque na frase pra criar clima (leiam com voz de anúncio de entrada do Papa na sala):

eu conheci meus ídolos. Todos juntos. To-di-nhos-jun-tos. Bryan Boy, Diane Pernet, Scott Schuman (aka Sartorialist), Garance Doré, Chiara Ferragni (aka The Blonde Salad), Hanneli Mustaparta, Jessica Weiss (aka Les Mads) e Susanna Lau (aka Susie Bubble), minha musona (as in musa gigante) - se essa palavra existe. E ainda, de quebra, falei com o Jason Campbell do JCReport. Na maior cara de pau. Passa a peroba, por favor, que por aqui acabou.

Susie veio com seu lindo à tiracolo, o Steve do blog Style Salvage, que é uma maravilhosa opção pra quem quer ler sobre ótima moda masculina. Eu babei, fiquei completamente *starstruck* e não falei com ela. Foi a única.

Depois que baixar as fotos vou escrever em detalhes tudo que aconteceu, como aconteceu, com quem eu falei e o que. Pra quem quiser um gostinho inicial, entrem no Blonde Salad e me vejam com Chiara - eu com cara de moeda total, inchada e semi-inconsciente de dor (depois eu conto mais a respeito disso), mas num lysergic bliss total. Da overose de remédio e de estar naquele lugar com toda essa gente.

Mais tarde prometo que faço tudo bonitinho. Era só pra dar notícia mesmo. Baccione di Milano!

Tuesday, 18 May 2010

a relação das marcas com consumidores

Adorei o texto que a jornalista Mariana Caminha escreveu no blog do Ricardo Noblat (do jornal O Globo) - não só por estar muito bem escrito e por ser relacionado à moda, mas porque vi de perto a estória descrita por ela. Foi na época em que eu vivia em Londres que vi as roupas da Burberry serem transformadas de mais procuradas para pano de chão.

Coloco aqui um pedaço o texto - a íntegra vocês podem ler no blog do Noblat:


"O pesadelo da Burberry no Reino Unido começou em 2004, quando os Chavs resolveram adotar como uniforme itens que apresentavam a estampa xadrez (branca, preta e vermelha), característica da marca.
Naquela época, não existia um Chav sequer que não ostentasse bonés, bolsas e as famosas capas de chuva da Burberry.

Foi um desastre para a imagem da empresa. As vendas começaram a cair, e depois de certo tempo, ninguém mais queria vestir acessórios da marca. Afinal de contas, a Burberry já estava associada a um comportamento antissocial e nada glamoroso.
A ligação entre os Chavs e a estampa xadrez mais famosa do mundo era tamanha que até mesmo pubs e clubes da Inglaterra passaram a proibir a entrada de pessoas que estivessem vestindo produtos da marca. Foi a gota d’água."





just chavtastic!


Acho muito interessante a forma como uma marca se relaciona com seus consumidores, e como um passo errado - ou até mesmo algo fora do controle da companhia - pode transformar anos e anos de trabalho e esforço em simples pó. Me lembra muito o caso da Louis Vuitton no Brasil. A procura exagerada por bolsas da marca inundaram o mercado com bolsas "made in China" - isso sem contar as mil e uma bolsas "inspiradas" nas da Vuitton, vendidas em quase todas as lojas. Eu não passo nem perto até hoje.


lembram dessas bolsas espalhadas por todos os camelôs do Brasil?


Ou então o episódio das gravatas Hermès no Brasil na época Collor - nosso ex-presidente era fã ávido das gravatas e, após os escândalos, elas foram associadas ao mau gosto, às "politicagens" e aos "novos ricos". Como o mercado brasileiro nunca significou nada pra Hermès, eles não fizeram nada a respeito. Nada como uns 20 anos - e uma febre de bolsas Birkin - pra fazer as pessoas esquecerem.


hoje em dia ninguém mais pensa em impeachment quando vê uma dessas...


Fato é que a grande maioria das marcas precisa se esforçar demais para reverter uma situação como essa. A Burberry investiu pesadíssimo para que a marca voltasse a ser "queridinha" entre os fashionistas, e existem outros casos no eixo Europa-USA que dão ótimos estudos de caso de marketing e estratégia. Acho que tenho que ler mais sobre isso, já que é o tipo de assunto que me interessa demais: branding e product placement. Vamos ver se acho mais coisas interessantes sobre isso para trazer a vocês...

Monday, 17 May 2010

dia pra se ficar na cama



Pois é... sabe *aqueles* dias? Maravilhosos? Em que TUDO dá errado? Ele está acontecendo... ainda.

Primeiro, o vulcão agradável resolveu fechar os aeroportos de Londres de 7 da manhã à 1 da tarde - ou seja, só o tempo suficiente para que meu vôo fosse cancelado.

Agora meu computador resolveu literalmente abandonar sua vida. Travou, não liga e pediu férias. Faço esse pequeno post do computador do marido. Ainda são 5:40pm aqui, e eu espero que os gracejos tenham parado por aí. Porque só esses dois "pequenos" acontecimentos estão me causando uma infinidade de dores de cabeça.



só Jesus salva!


Enquanto o computador estiver morto, infelizmente não poderei ser a pessoa assídua que venho tentando ser por aqui. Peço milhões de desculpas a todos, mas somos ultra-dependentes de tecnologia e infelizmente não somos tão espertos no que concerne "planos B". Claro que, assim que tudo voltar ao normal, eu aviso - e volto com milhões de coisas pra contar.



se o diabo veste Prada mesmo, podia bem trazer um bom presentinho pra mim...
Um colar de pérolas Chanel ia bem, ok?

Sunday, 16 May 2010

o impacto dos blogs de moda

Como sempre, o "De Chanel na Laje" me impressiona de uma forma ímpar. Essa é uma moça (ou senhora, senhorita, ou até senhor - será?) que eu realmente gostaria de conhecer na vida real, me aproximar, bater um papo e ver se dá uma liga, ser amiga. Os posts são sempre polêmicos, sempre te fazem pensar, colocam em questão muita coisa e incomodam muita gente.

E agorinha mesmo li o post "procura-se o lado B dos blogs de moda", que menciona o comentário que uma das leitoras deixou no blog, meio revoltada com o "meio blogueiro". Por um lado, eu fiquei SUPER mau humorada com a menina que deixou esse comentário, porque vejo malícia nas entrelinhas do mesmo. E acredito que quem acha que "todos os blogs de moda podem ser reunidos num grande saco de gatos" tem que, NO MÍNIMO, mostrar o que é "o bom" e fazer seu próprio blog. Reclamar por reclamar pra mim é coisa de "comunista do Leblon" - é inconformada com o mundo mas não sai do seu conforto pra fazer nada a respeito.


troféu abacaxi pra essa comentarista do De Chanel na Laje


Contudo, o post abriu à discussão um lado que eu nunca havia pensado que existisse - e que foi super falado na seção dos comentários do post da De Chanel. Milhares de meninas dizendo que se sentem "excluídas" da moda pelo que lêem nos blogs famosos, que gastam mais do que deveriam porque vêem que "o esmalte do momento" ou "a bolsa it" é algo que elas (ainda) não tem. Que se intimidam porque não sabem usar ankle boots com vestido, ou se sentem humilhadas ao perguntar algo e receber uma resposta pra lá de mau educada por parte de quem escreve sobre moda - isso quando respondem.


sentindo-se excluído?


E isso me fez pensar... será que as pessoas pensam isso de mim? 

Não que eu seja "um dos blogs mais famosos de moda"... muito longe disso, aliás. Mas como já disse por aqui, eu sou a pessoa que mais se questiona na face da Terra. É o outro lado do "nasceu com o rei na barriga" - eu não me acho o máximo, mas sempre acho que a culpa é minha. Nasci com o rei culpado na barriga. E, por isso, fico sempre questionando meus movimentos, meus pensamentos, e agora, questionando o meu trabalho por aqui. 

Eu sei que existe esse "glamour" do exterior, essa coisa onde a maioria dos brasileiros pensa que "tudo que vem de fora é melhor". E não posso negar que existe MUITA coisa boa por aqui. Como mencionei diversas vezes, o acesso a informação/produtos/pessoas é muito melhor e maior, e eu não posso dizer que isso não me deixa feliz. 

Mas existem tantas outras coisas que não são legais... Esse não é um blog pessoal, então abrir minha vida ao público - mais do que já faço normalmente aqui! - não é o que eu quero. Mas deixo as portas abertas para que qualquer pessoa que queira saber como é viver por aqui entrar em contato comigo. No mais, a intenção do blog foi de criar esse acesso que creemos que é limitado no Brasil. Nunca foi de colocar as pessoas numa "situação desconfortável" porque elas não tem acesso a muitas das coisas as quais menciono aqui. Aliás, sempre fui a primeira a dizer que gostaria que o acesso às coisas no Brasil fosse muito maior - o post que fiz a respeito dos sites com entrega internacional é um desses exemplos. 


é ótimo... pero no mucho.


E mais: eu adoraria uma interação maior por parte das pessoas que lêem o blog. De saber o que as pessoas acham, o que gostariam de ver mais, o que gostariam de ver menos. Sempre tento instigar comentários, troco diversos e-mails, quero MESMO saber o que as pessoas estão pensando. 

Acredito que moda é para todo mundo - altos, baixos, velhos, novos, homens, mulheres, gordos e magros. Na Europa, na Ásia, no Brasil ou na Conchinchina. Moda deveria servir para integrar, não para excluir. Por isso mesmo que existem mil e uma "tribos", cada um com seus estilos. 

E, mais importante: acho que as pessoas estão confundindo demais moda com estilo. Moda é tendência, é o que "tá rolando agora". Estilo é o que se tem dentro de si, e isso ninguém pode copiar. Cada um tem suas influências, suas predileções, seu modo de ver a vida. E tudo isso influi no estilo. Uma pessoa com estilo é fashion maker, não fashion follower. As pessoas deveriam procurar ler blogs/revistas/programas sobre moda e deles tentar extrair idéias para montar seu próprio estilo, não seguir à risca o que eles dizem. Mas isso sou só eu. E espero que passe isso aqui, todos os dias.

Thursday, 13 May 2010

dicas dos fashionistas brasileiros

Há tempos que venho lendo os blogs de diversas fashionistas (e fashionistos! eles também existem!) brasileiros, e vejo que de vez em quando sempre rola um sorteiozinho de coisas muito legais. Aí fiquei pensando com os meus botões sobre o fato de viver em Barcelona, de ter esse acesso maior às coisas e tal... Fiz aquele post ENOOORME dedicado aos sites de entregas internacionais (e, aliás, tenho uma novidade que vem num post futuro!) e cheguei a conclusão que eu posso ser uma pessoa mais legal e contribuir com o acesso livre à moda!

Tenho que agradecer também a três blogs que me deram essa idéia: ao Linda e Cheia de Graça da Dani, ao Nada Básico da Vivian e ao Lu & Cris - bom, da Lu e da Cris. As duas primeiras, com seus posts ótimos, me inspiraram a ver que existem coisas super pequeninas que são desejo total do pessoal; e a Lu, com suas conversas maravilhosas comigo, a ver que eu posso fazer muito se eu quiser!

Pois bem, tenho que pensar em como estruturar um sorteio - se ele será mensal, semanal, se farei uma votação das coisas "mais desejadas", como enviarei para o Brasil... Essas coisas logísticas de sempre! Aliás, se as mais experientes quiserem me ajudar, estou aqui aberta e pedindo ajuda na cara de pau!


qual é o seu desejo?

É isso. Vamos ver no que dá essa idéia. E quero ouvir a opinião de vocês!

Wednesday, 12 May 2010

advanced style

Esse post é dedicado às três pessoas que eu amo mais no mundo: papai, mamãe e vovó. Na verdade, acho que tenho que incluir minha outra avó também, porque o estilo dela era inconfundível (e ela me ensinou que tintura semi-permanente em louro escuro é o melhor remédio pra resolver qualquer problema de tintura mal feita - tem que respeitar né).

Pois: minha avó (a primeira, mãe do meu pai) era uma eterna jovem. Morreu com total saúde, por causa de uma acidente de carro bobo. Bobo mesmo, o carro estava a 30 por hora, mas ela estava sem cinto e bateu com a cabeça no parabrisa. Aquelas coisas da vida; quando você tem que ir, tem que ir mesmo. E meu pai faz 60 anos em setembro. Nunca imaginei meu pai com 60 anos... aquela coisa que a gente tem pré-concebida na cabeça, de que "velho" tem uma certa idade, "avô" tem uma certa idade e "pai" tem uma certa idade. E meu pai não é velho, nem avô. Só é meu pai, que eu ainda vejo com olhos de criança - e que também herdou da minha avó essa coisa de ser jovem pra sempre.

Minha mãe (aquela coisa estilosíssima na foto do newsroll) é super parecida comigo: pensa que "velho" tem idade, e que essa idade tá chegando pra ela. Ela fica tensa uns dias, em outros não tá nem aí e sabe que isso acontece com todo mundo. Mas uma coisa eu sempre falo pra ela: no dia em que a gente se acha velho, a gente morreu. E sempre dou uma sacudida nela quando ela acha que não tem que se arrumar!

Pois eu dediquei esse post a eles três (e à minha outra avó) porque descobri o Advanced Style. Ele é um blog de estilo e moda focado somente nas pessoas mais velhas e como o estilo transcende a idade. Na verdade, ele é a prova real de que o estilo fica MELHOR com a idade - é só a pessoa querer.
















meu desejo é ter, ao menos, um terço do estilo que eles tem
- hoje e pra sempre


E mais: cada vez mais que me embrenho no mundo da moda, mais eu não o entendo. A população mundial tem uma expectativa de vida cada vez maior; os mais velhos são os que, por motivos óbvios, tem mais dinheiro; cada vez há menos jovens no mundo (lembra daquela pirâmide que te ensinavam no colégio?); e, ainda assim, a indústria da moda insiste em somente colocar como modelos e ícones pessoas que tem menos de 25 anos de idade.

Será mesmo que não existem it ladies ou it gentlemen? Será que dá prejuízo fazer roupa e ter uma marca direcionada a pessoas com mais de 40 anos? Será que "velhos" só se interessam por bocha, Ana Maria Braga e cardigans de tricô (nada contra, eu os amo!)?

Eu sei que minha mãe é uma mulher interessantíssima, com milhões de estórias pra contar. Meu pai e minhas avós idem. Porém eles parecem ser vistos como pessoas que já não "servem" mais para a moda, já "passaram da idade". O mesmo acontece com gordinhos, grávidas, crianças. Porque gordo tem sempre que vestir saco de batata, grávida tem que sair ou com a barriga de fora ou com um camisolão e crianças tem que ter desenhinho do Mickey (ou do Bob Esponja ou de qualquer seriado japonês que esteja na moda agora) estampado na camisa?

Sei não, viu... Acho que o mundo da moda, apesar de se dizer "de vanguarda", "fast-paced" e "inspiracional", me parece cada vez mais lento e preso às suas próprias idéias, sem aceitar o novo. E essa nova realidade está cada vez mais presente e ao nosso redor. Não aceitar que a população envelhece e que novas formas de comunicação com esse público devem ser adotadas é não só perder essa batalha, como possivelmente perder a guerra.

Não é à toa que o número de blogs e sites de compartilhamento de fotos e estilo proliferam na net. As pessoas não estão se sentindo mais confortáveis em somente "comprar a Vogue". Elas querem ver o real, querem ver o que tá rolando do outro lado do mundo, querem acesso irrestrito ao "mundo da moda". E eu acho que, se o "mundo da moda" não os deixar entrar, eles vão arrombar a porta e entrar. Mulheres, crianças e idosos primeiro.

P.S.: As fotos foram todas retiradas do "Advanced Style" - e eu recomendo muitíssimo a visita. É inspirador pra quem é "velho", "novo", "principiante" ou "avançado" no mundo da moda e na vida.

Wednesday, 5 May 2010

Os Fashionistas Brasileiros

Só pra avisar a todos e todas que coloquei na barra ao lado um destaque especial para os fashionistas brasileiros. Afinal, o que seria da blogosfera se não nos apoiamos? E a qualidade das coisas escritas, pensadas e das modas postas em prática é tão boa que merece sim destaque especial.

E se falta algo, por favor me digam! Estou sempre à procura de páginas e/ou blogs novos para ler e trocar idéias.

Tuesday, 2 March 2010

os vícios da internet

Eu leio muitos blogs de moda (meu marido chama de seu "inferno pessoal" porque, uma vez que eu começo, não consigo parar) e por isso devo ter um dos maiores blogrolls da história da humanidade (sim, colocamos alguma coisa no ar já - ch-ch-check it out! Tem coisa nova no fashion blogroll e no general também) e muitas madrugadas sem dormir...

Mas este post não serve meramente para promover nosso blogroll (embora seja eficiente!), mas porque lendo um dos inúmeros blogs, me deparei com o seguinte post:


http://fashion.elle.com/blog/2010/03/isaac-mizrahis-springsummer-10-madras-plaid-cheesecake.html - onde Johanna Cox, uma das constantes do blog Culture Flash da revista Elle, fala sobre um dia vendo televisão. É de ROLAR de rir, em especial o final sobre Isaac Mizrahi e sua cheesecake, à venda no canal (e site) de compras QVC.




Aliás, boa pergunta: o que aconteceu com Mizrahi, gente? Ele era todo promessa e tal, fez coleções super avant-garde e, de repente, tá fazendo coleção pra QVC (até de cheesecake!) e sendo a piada do mundo da moda. Eu até entendo que querer criar moda pras massas é algo muito nobre, mas as massas não te dão valor! Quer dizer, nem todas as massas... os cheesecakes te adoram, Mizrahi :)

Friday, 19 February 2010

acabou o dinheiro?

Como havíamos mencionado aqui no blog, a editora da revista online Fashionista, Lauren Sherman, computou uma lista de quanto as celebridades ganhavam para estar na primeira fila de um desfile. Porém, ao final da semana de moda em New York, percebemos que uma coisa foi unânime: a falta de "celebs" nas primeiras fileiras das passarelas. O que será que houve?


Para os entendidos no assunto, uma conjunção de fatores contribuiu para essa falta de 'rostos famosos' nas cadeiras. Primeiro, o fator clima : com tempestades de neve que assolando os Estados Unidos na última semana, vôos cancelados e um frio de dar dó, a possibilidade de se ficar ilhado no meio do nada deve ter espantado muitos notáveis de aparecerem nos shows. O tão falado credit crunch também pode ser um dos culpados, já que muitas marcas não estão com tantos números no azul... ou o precinho "módico" das celebridades diminui ou elas não verão passarelas tão cedo.

Porém, o fator mais culminante para especialistas, é que a tendência de se ver famosos à frente dos desfiles já passou e o mais interessante agora é ter bloggers e twitters nas primeiras filas. As pessoas que se importam com moda querem saber mais sobre pessoas como Susie Bubble (a super stylish sino-inglesa) e Tavi Genvinson (a pequenina de 13 anos que assustou o mundo com seu excesso de estilo e consciência de moda) do que artistas que apenas ganham suas roupas e saem por aí como verdadeiros cabides ambulantes.

Estilistas, estamos esperando nossos convites! :

Tavi Genvinson, na primeira fila da Dior Haute Couture 2010

 
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