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Thursday, 24 November 2011

o vestido de madrinha de Pippa Middleton à venda!

E chegou a grande hora da Alexander McQueen lucrar com o casamento real. Além - é claro - de ter seu nome reconhecido mundo afora e ter passado de uma marca super famosa dentre os que gostam de moda para qualquer pessoa no globo, a McQueen tinha que lucrar com o casamento de uma forma mais "direta". E taí pra vocês a tal forma:




Pela bagatela de 1995 libras - o equivalente a mais ou menos 5800 reais no preço de hoje - você pode ter o seu vestido real! Não é o da noiva... mas vou te falar, se o seu casamento é mais simples (e acho que a imensa maioria dos casamentos é mais simples que um casamento real!) acho que rola muito tranquilamente de usar esse vestido como de noiva mesmo. Chique, atemporal, lindo e ainda dá pra usar em festas (que não sejam de casamento, é claro...). E o preço, como vocês podem ver, está quase *dado*, se formos comparar com os preços do Brasil.

O vestido, por enquanto, só é vendido para quem tem endereço de entrega no Reino Unido mas o Net-a-Porter já avisou que em breve o vestido terá a opção de entrega internacional.

Né por nada não, mas acho que vale a pena usar a viagem de lua-de-mel pra viajar antes do casório e comprar o vestido de noiva por aqui... fica a dica. E pra quem quer ver o vestido mais de pertinho, é só clicar aqui pra ir direto pra ele no Net-a-Porter.

Wednesday, 4 May 2011

Met Gala e a mesmice no tapete vermelho

Taí uma coisa que muito pouca gente entende: o baile de gala do Costume Institute do museu Metropolitan, em NYC. Na verdade, taí uma coisa que muito pouca gente acompanhava - até uns 3-4 anos atrás, quando a coisa resolveu estourar, ficou cheia de celebridades dando pinta e de repente, virou um evento de red carpet. Fato que já há um tempo o círculo da moda acompanhava o Met Gala (como é conhecido), e sim algumas celebridades eram convidadas e apareciam por lá. E que também fotógrafos e repórteres cobriam o evento. Mas nunca foi assim um "tapetão vermelho" Oscar-style. E agora o é; está em todos os sites, blogs, sejam eles de moda ou não. Virou um evento.




O interessante é que o Met Gala não tem força para ser um tapete vermelho no estilo do Oscar. Não porque não seja importante - muito pelo contrário! - mas porque a essência do Met Gala é outra. O Costume Institute é uma seção do Metropolitan que gerencia a curadoria de exposições de moda no museu. Todo ano eles fazem essa festa de gala para lançar uma nova exposição e para angariar fundos para esta seção do museu - seja para adquirir novas peças, trazer novas exposições, manter a instituição. E o especial desse baile de gala é que ele é TEMÁTICO. Ou seja, todo ano existe um tema, normalmente vinculado à exposição.

E o que se entende como tema? Pois bem... para mim, entenderia como se fosse festa à fantasia. Normalmente o que os convidados faziam era tentar se relacionar com o tema através de suas roupas - opção meio óbvia já que é um evento de moda! Então era uma "festa à fantasia super fashion", por assim dizer.


a entrada do Metropolitan preparada com o tapete vermelho para receber os convidados do Costume Institute Gala Ball


E aí que esse ano o tema era Alexander McQueen. Pouco mais de um ano depois da morte do designer, o Costume Institute resolveu montar uma exibição com peças de um designer celebrado porém muito pouco compreendido. Os desfiles de McQueen são complicados, intricados, com uma nuance dark e influências que não são de fácil absorção. Eu mesma me incluo na lista dos possíveis bilhões de pessoas que não compreeendem perfeitamente o que significa um desfile ou uma peça de McQueen. É realmente difícil entender porque grande parte de suas influências são históricas, misturadas com coisas imaginárias e muita contraposição entre bem e mal, céu e inferno, sombrio e luz.








a teatricalidade, o sombrio e a beleza das peças de passarela de McQueen


McQueen tinha um amor inigualável ao romantismo dark da era vitoriana, às pinturas flamencas (da Holanda, não as dançarinas espanholas!), ao gótico e à natureza. E a sua técnica foi estabelecida na Saville Row - a rua de Londres mais conhecida pelos seus inúmeros ateliers de alfaiates - e a estrutura de suas roupas sempre foi muito celebrada. Misturar todos esses elementos não é fácil, e normalmente por isso suas coleções sempre pareciam agressivas aos olhos. Mas, se separadas em pequenas partes, é uma ode linda ao que um criador pode elaborar, com mil e uma técnicas diferentes e um resultado mais que belo.


vídeo feito pelo Metropolitan Museum sobre a coleção - 
o curador da exibição passeia pelas salas e explica toda a concepção dos ambientes


Tenho que dizer que fui visitar amigos uma vez em Londres e me deparei com a mais recente coleção de McQueen (naquela época, verão de 2008) exposta nas vitrines da Selfridges. Eu já ensaiava meus passos na mudança de economista para alguém que trabalha com moda e aquele momento foi como uma catarse pra mim. Eu fiquei fácil uns 25 minutos parada, estática no meio de uma Oxford Street borbulhante, com gente me empurrando e passando rapidamente, só admirando aquelas peças. Pra mim, até hoje, é uma das minhas coleções favoritas (ever mesmo, de todos os designers e de todos os tempos!) e me fez chorar no meio de uma rua. Eu nunca vi algo tão perfeito e tão lindo - obviamente é uma das coleções de McQueen menos agressivas e com menos influência dark (tenho que dizer aqui que não curto muito coisas dark...) - mas foi algo que mexeu profundamente comigo.


a coleção de outono/inverno 2008, que eu tive o prazer de ver nas vitrines da Selfridges


E eu acho que a intenção de McQueen sempre foi de ser esse tipo de pessoa - aquele que provoca emoções, mesmo que sejam as de repulsa, e não amor. E talvez por isso ele seja esse enfant terrible, essa pessoa incompreendida.

Falo isso tudo porque o tapete vermelho do Met Gala, pra mim, demonstrou exatamente isso: a completa incompreensão do trabalho de McQueen. Em um evento onde as pessoas deveriam se inspirar por seu trabalho, todos optaram por renda e minimalismo. As mesmas tendências que vemos por aí, em qualquer lugar. Estão de acordo com o presente momento na moda? Claro. Estão bonitas? Sem dúvida. Mas pra mim o baile serve como uma válvula de escape fashion, um momento em que as pessoas tem para soltarem a sua Bjork interna e serem completamente selvagens em suas escolhas.

Por isso mesmo não dá para o tapete vermelho do Met Gala ser visto sob a mesma ótica que um Oscar. Ele dá a todos que vão ao baile uma chance de ser modelo, ele é uma passarela. Por mais extravagante ou doida que sua roupa possa ser, ali é o momento de mostrá-la ao mundo.






quem quiser ver em detalhes, é só clicar nas imagens que elas aumentam!


Só que eu nunca fui daquelas pessoas que, quando convidada para uma festa à fantasia, escolhia a versão piriguete de Mulher-Gato ou qualquer coisa semelhante. Ou coisinhas bonitinhas, tipo princesinha ou anjinho. Eu sempre fui a louca da panela, que curtia em fazer as fantasias mais mirabolantes e saía de Smurf, toda pintada de azul (e claro, sem poder encostar e/ou beijar ninguém) ou Cruela Cruel. Até de Mônica, com cabelo curto cheio de gel pra ter "bananas" na cabeça ao invés de cabelo eu já fiz.

Então, pra mim, o Met Ball é a versão adulta e fashion desses meus momentos. E me entristece ver muita gente elegendo Calvin Klein Collection, Michael Kors ou Stella McCartney como sua interpretação do que é a essência de McQueen (eu colocaria como polos opostos e que se repelem, que nem ímã!) e, além de tudo, sendo eleita como "as melhores vestidas" para o evento. Sei lá... é realmente endossar que a moda, como conceito, não é nada - e o que vale mesmo é o marketing que essas companhias despejam em nós. Aquele esqueminha "temdemsia", sabe?

Isso foi só um desabafo - não quero que ninguém se sinta ofendido pelo meu texto. Cada um tem o direito à sua opinião e de gostar do que quiser. E eu não gostei de ver a imagem tão contundente e impactante de McQueen ser massacrada pelo minimalismo, por um "brilhinho" e por uma "rendinha" - tudo em prol do "aparecer bonita na foto e não ser gongada pelos sites e blogs"... Sentindo falta da Bjork no Oscar, viu?

P.S.: Quem quiser se aprofundar mais sobre a exposição de McQueen no Costume Institute, é só dar uma olhada nos vídeos que o Metropolitan fez sobre algumas de suas coleções. É em inglês mas vale a pena só pelas imagens (se você não dominar a língua!). Além disso tem imagens, explicação sobre o evento e até um app pra Ipad que a Vogue fez especialmente pra exibição!


P.S.2: Coloco abaixo um vídeo que a Vogue US fez dentro do Met Gala. Super legal, mostra muitas roupas em movimento (coisa que faz uma diferença absurda na hora de "gongar" ou elogiar alguém) e pelo menos mudou minha opinião sobre as escolhas de diversas convidadas (Karolina Kurkova e Mary J. Blige me surpreendendo positivamente no "ao vivo")!





P.S.3: O Fashionista fez as contas e colocou números interessantes sobre o tapete vermelho do Met Gala. O resultado mais impressionante? Mais vestidos Stella McCartney (que era co-host do evento) que McQueen. Vai entender... 

P.S.4: Daphne Guinness - musa de McQueen e uma de suas admiradoras mais fervorosas - se vestiu para o evento em uma vitrine da Barney's! O Huffington Post fez uma ótima edição do momento, entrevistando pessoas que estavam ali só para ver a performance da herdeira das cervejas Guinness e uma das maiores colecionadoras de couture da nossa época.


Então? Provoquei repulsa ou amor com meu texto? :)

Monday, 30 August 2010

62th Emmy: segunda leva de looks do tapete vermelho!

Pra quem virou a noite eu até que tô aguentando bem - são 9am aqui em Barcelona! Mas quem é fashionista apaixonada faz isso mesmo, fica até pra esse tapete vermelho chinfrim que foi esse Emmy. Seguindo em frente com os looks!

1. Jayma Mays: cadê a professoria feinha de Glee? Jayma estava linda apesar de seu vestido Burberry monótono-que-só. O cabelo estava bonito, a maquiagem bonita, o sorriso lindo e apesar do vestido ser monótono, a cor combina perfeitamente com sua ruivice e seu tom de pele. Gostaria de ter visto uma bolsa roxa, fúcsia, algo assim pra dar um impacto, sabe? Mas tá bem. Nesse ritmo você chega lá, Jayma!





2. Emily Deschanel: Emily me parece ter a "síndrome do patinho feio", já que é irmã de Zooey Deschanel. Se veste sempre de maneira menos chamativa, com escolhas que não fogem do óbvio e na sua "zona de segurança". Dessa vez foi o oposto. Pra quem não tá acostumada com esse fuzuê todo, eu até achei que foi uma evolução. Mas é um contraste de informação de mais: o corte brusco da franja com as argolas redondas gordas misturado com a frufruzada do vestido e uma bolsa que mais parece um diploma de faculdade deu um overload total no look. Esse é o problema de ir do oito pro oitenta numa vez só...





3. Nina Dobrev: alguém dá um prato de macarrão pra essa menina, pelamordedeus! Nina é a incarnação da "noiva da múmia" - cheia de trapos enrolados e esquálida. Vendo pela TV no tapete vermelho dava agonia, parecia que a menina ia quebrar. Quem me conhece sabe que eu sou chegada num estilo "modelete magrinha", mas isso é exagero. IMC a parte, o vestido estava horrendo - pra não dizer algo pior. Nina posou bem para as fotos porque o outro lado do vestido era uma cascata de tecidos por cima de uma fenda. *Chique*. Cabelo no coque previsível, maquiagem com o lápis ao redor dos olhos como mencionei no post anterior, brincos que não combinam com o look bandage-múmia. Ou seja: Nina querida, enxugue suas mágoas num belo hamburguer. Com milk shake. A gente entende.





4. Kerri Russell: alguém sentiu cheiro de cópia de Halston Heritage por aí? Pois é, eu também. O vestido feito por Cathy Waterman é bem menos impactante que o da Halston - e vamos combinar que Felicity não é nenhuma SJP... Então o look ficou boring. Pra não dizer *pricesinha dos anos 70 vai pra discoteca*. Pra quem ia apresentar um prêmio Kerri bem que podia ter se arrumado um pouco mais.





5. Anna Paquin: a estrela de True Blood não decepcionou e veio de glamazon! Pode ser que eu seja viesada por um McQueen - ou pode ser esse trabalho ma-ra-vi-lho-so de paillettes e lantejoulas - mas gostei bem do look. Só ficou estranha essa saia meio com cara de quilt... mas é um McQueen né. Quilt tá no sangue.





6. Carrie Preston: Eu tenho tudo pra não gostar desse look. O vestido parece que é uma amarração elaborada de uma cortina hippie, ele é cheio de cortes cavados e parece estar apertado na altura do quadril, os sapatos são pesados para o vestido... mas sei lá porque eu gosto (gosto acho até que é forte... seria mais um "achei ok"). Na verdade, eu sei porque gosto. Carrie conseguiu um tecido que tem exatamente a cor de seu cabelo e a cor de seus olhos. É um matchy-matchy de primeira linha. O que nossos olhos não fazem com a gente né?





7. Tina Fey: De perto o trabalho no vestido Oscar de la Renta de Tina Fey é bonito; mas a foto de corpo inteira entrega a temática "pinturas rupestres e hieróglifos". Se esse vestido fosse sólido - talvez com alguns bordados menos cheios de volta - Fey estaria entre as melhores vestidas. Porque o vestido lhe cai como uma luva, o penteado está ótimo (sem fazer o coque de sempre), a maquiagem linda e os acessórios super diferentes e bonitos. Mas, em comparação com o macacão que Fey usou no último tapete vermelho, esse look é um avanço estelar.






8. Kate Gosselin: Oi? Mas hein? Quem te viu, quem te vê, Gosselin. Antes era mulher do ser humano que sustenta sozinho a Ed Hardy, agora tá até.... classuda? Ok, classuda é demais pra esse vestido "aluguei pra ir num casamento de alguém que não conheço", mas se comparado com tudo na sua vida, é uma subida vertiginosa e virtuosa. Agora, o que não entendi foi o banho de óleo corporal.





9. Sofia Vergara: Mais uma que não acertou mas também não errou. O vestido Carolina Herrera de Vergara é bonito, porém parece que a atriz de Modern Family confia demais na sua beleza... Essa linha vertical, apesar de ter um sentido (alongar a silhueta) parece super esquisita olhando de longe. Isso sem contar que não dá pra perceber que ela é a junção de inúmero paetês. Só olhando no close. No mais, o mesmo de sempre: cabelo bonito, maquiagem bonita, jóias lindas.....zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz.




Como vocês já podem ver, o tapete vermelho dos Emmys não foram nada emocionantes. E bateram as 24 horas sem dormir. O negócio tá ficando brabo... Por isso o terceiro post vai ficar pra depois de um cochilo. Me perdoem! Mas, para quem não viu a cobertura do tapete vermelho pela TV, vale a pena ler o nosso live blogging e dar uma conferida no post anterior, que contem mais looks!

Wednesday, 18 August 2010

Um passo na direção certa: roupas para pessoas normais

A Saks Fifth Avenue será a primeira grande loja em Nova York a vender roupas "plus-sized" de marcas famosas como Chanel, Dolce & Gabbana, Yves Saint Laurent, entre outras. A intenção da Saks é colocar à disposição de sua clientela uma variedade maior de tamanhos e, por isso mesmo, as roupas não ficarão em uma seção separada para "gordinhas" e nem serão feitos modelos especiais (leia-se peças mais feias só com o 'selo' da marca). Ao contrário, serão peças *de verdade* da coleção desses designers e ficarão juntamente com os tamanhos menores, no andar feminino da loja. Parece que a intenção da Saks não é vender somente para um público mais conservador e sim aproveitar o crescimento da cintura da população e vender roupas atuais para pessoas mais jovens que, por trabalho do destino, tem um corpo mais "avantajado".


Alexander McQueen outono/inverno 2010-11


Contudo, tenho que mencionar que coloquei plus-sized entre aspas no parágrafo anterior porque - covenhamos - de tamanho "extra" muitas dessas peças não terão absolutamente nada. A falta de um sistema internacional - e até mesmo sistemas nacionais - de medidas para as peças de roupa criam uma verdadeira *salada* na cabeça dos compradores. Nos Estados Unidos, por exemplo, a discrepância parece ser cada vez maior: enquanto as cadeias de roupas de massa fazem peças com medidas cada vez maiores (eu, que antes vestia 6/8 agora visto 4 na GAP!), os grandes nomes internacionais fazem roupas cada vez menores. Por isso mesmo um tamanho 14 dessas marcas - considerado plus-sized na Saks - talvez seja equivalente a um 10, até mesmo 8 em outras lojas.


 Chanel outono/inverno 2010-11: Lara Stone é considerada modelo "com curvas"

 
E isso não se restringe somente aos Estados Unidos. Aqui na Europa eu tenho que saber não só o tamanho em cada país (o sistema da Espanha difere da Itália, que difere da Alemanha e dos países escandinavos, que difere da Inglaterra) como tambem o das lojas. A Topshop é diferente da H&M, que é diferente da Zara, que por sua vez é diferente da Urban Outfitters. Ou seja: loucura completa e absoluta. E eu tenho consciência que eu sei as diferenças porque gosto e me envolvo com a moda. Para quem não é muito fã deve ser uma tortura infinitamente maior.

 
 Yves Saint Laurent outono/inverno 2010-11


Além desse "pequeno" problema, outro fator importante que a Saks aparenta tentar resolver com sua nova empreitada é o da falta de discrepância entre a realidade e o idealizado. Designers podem adorar modelos magras e fazer peças para os desfiles que cabem num graveto, mas a verdade absoluta é que a imensa maioria de suas compradoras se espreme desesperadamente pra entrar num tamanho 38 ou 40. Compradoras estas com dinheiro de sobra para gastar, que entendem de moda e sabem muito bem onde e com quem gastar seu dinheiro e, mais importante, que QUEREM gastar seu dinheiro. A realidade é que o mundo ocidental engorda cada vez mais e os designers, se querem sobreviver (leia-se ter salário e continuar com seus empregos), tem que se adaptar a essa realidade - mesmo que o sonho deles seja vestir gravetinhos.


Fendi outono/inverno 2010-11


Faço um parêntesis para dizer que tenho amigas de todos os tamanhos. Sei que existem pessoas que são naturalmente magras - naturalmente MUITO magras, devo adicionar - e sei que existem pessoas que, por mais que tentem, nunca conseguirão ser um tamanho 38. Mesmo com muito exercício, muita boca fechada, lipoaspiração e/ou qualquer outra coisa. Porque seres humanos vem em tamanhos, cores e "modelos" diferentes. A única coisa que falta mesmo é a gente aceitar esse fato.


 Dolce & Gabbana outono/inverno 2010-11: 
usando Madonna como modelo e se relacionando com uma clientela "mais velha"


Não recomendo - e muito menos faço apologia! - à extrema magreza nem à obesidade. Ambos são doença e devem ser levados muito a sério. Dá pra ver pela história dos últimos 100 anos - período em que as pessoas pararam de passar fome e de ter dietas completamente malucas - que, na média, somos criaturas que tem um tamanho "médio". Tipo um 40/42, sabe? Alguns mais, outros menos, claro... mas que esse tamanho é o nosso ideal para sobreviver. Crescer, trabalhar, produzir, reproduzir e perpetuar a espécie. Ambos os extremos de peso não auxiliam nessa evolução natural das coisas e por isso mesmo, não podem ser considerados "naturais". Nem por nós mesmos e nem por ninguém.


 Roberto Cavalli outono/inverno 2010-11


Por isso é bom saber que a Saks resolveu vender roupas de tamanho mais "normal" para pessoas normais. Os tamanhos irão até o 14 norte-americano (equivalente - na teoria - ao nosso 46) e alguns irão até o tamanho 20. Esses últimos obviamente já visando o mercado das gordinhas. Porque se uma anoréxica pode se vestir de Chanel - com a profusão de tamanhos zero e até zero-zero por aí - porque uma obesa não pode? Nada mais justo. Só espero que essa mudança seja definitiva e a Saks coloque esses produtos na sua lista permanente de vendas. A perpetuação dos seres humanos agradece e a auto-estima de milhões de mulheres também.

P.S.: Para as interessadas, as marcas que a Saks passará a vender nos tamanhos maiores são Chanel, Fendi, Roberto Cavalli, Yves Saint Laurent, Dolce & Gabbana e Alexander McQueen. Eles se juntarão a uma lista de designers que já oferecem roupas com tamanhos maiores, como Donna Karan, Carolina Herrera, Armani e Oscar de la Renta.

Monday, 5 July 2010

Couture, Isabella Blow & Daphne Guinness

Os desfiles de Haute Couture começaram hoje!!! Ainda não vi as fotos, mas deve ser a maravilha de sempre. Eu entendo que Couture não agrada a maioria das pessoas porque são desfiles em que as roupas não se traduzem à realidade como aparecem nas passarelas. Mas isso mesmo é o que eu acho mais legal: couture é fantasia, é aquela coisa bem Moulin Rouge / Broadway / Hollywood / sonhos / livros / imaginação. Os designers fazem couture única e exclusivamente para mostrar seu potencial, o que eles podem fazer para uma cliente entre quatro paredes. E os resultados são cada vez mais espetaculares. Estou avidamente esperando pelo desfile da Dior - Galliano, pra mim, é o mestre do Couture e acho que seria o maior presente que alguém poderia me dar ver um desfile dele.


Galliano e algumas de suas criações ao longo dos anos pela Dior Couture


No mais, couture sempre me lembra Daphne Guinness, e isso me faz lembrar que a moçoila comprou a coleção completa de Isabella Blow que ia à leilão em setembro. Pra quem não conhece nenhuma das citadas, explico melhor: Daphne Guinness é herdeira do grupo Guinness (sim, aquele da cerveja preta irlandesa), über-milionária, artista, jornalista, style icon e uma das mais famosas colecionadoras de couture. E Isabella Blow era uma das figuras mais influentes do mundo da moda recente. Trabalhou como assistente de Anna Wintour e Andre Leon Talley, e foi ela quem descobriu talentos como o designer Alexander McQueen e as modelos Stella Tennant e Sophie Dahl.


Daphne Guinness, sua beleza exótica e estilo de igual medida


Isabella se matou em 2007 e sua coleção de couture, chapéus e retratos dela tirados por Mario Testino e Karl Lagerfeld iria à leilão pela Christie's. Contudo, Daphne Guinness há mais ou menos três semanas atrás colocou um lance secreto por toda a coleção. Ela depois disse à jornalistas que havia comprado a coleção e que a separação das peças - ao serem adquiridas por compradores diversos no leilão - seria exatamente o oposto que Isabella gostaria, pelo esforço e dedicação que ela teve ao colecionar as peças. Daphne era uma das grandes amigas de Isabella e com certeza também entra o fator emocional na estória toda.


Isabella e seus chapéus, pelos quais era famosa


Independente da estória toda, é bom saber que que ainda há gente que coleciona couture e dá importância a isso. A imensa maioria das pessoas pode dizer que isso é algo extremamente fútil e "coisa de milionário". Com o segundo eu mais que concordo, afinal uma peça não sai por menos que umas dezenas de milhares de dólares. Mas couture equivale a comprar quadros, casas ou carros. Existe toda uma arte por detrás das peças e, da mesma forma que se admira uma pintura se pode admirar uma peça de couture. E a quantidade de trabalho dedicada a um vestido couture pode ser igualada a muitas das artes plásticas existentes. É uma pena que ainda exista esse preconceito, porque coisas tão bonitas como as produzidas pelos designers de couture deveriam é ser expostas em museus e apreciadas por todos.

Wednesday, 2 June 2010

newsroll - 02/06/2010

Mais uma vez com mil estórias pra contar... então vamos logo ao newsroll!

- Sarah Burton foi nomeada como a nova diretora de criação da Alexander McQueen. Ela trabalhava com na empresa desde 1996 e já era a chefe do departamento feminino da McQueen;

- assim como eu, Diane Kruger só tem coisas boas a dizer sobre Karl Lagerfeld. Ela deu uma mini-entrevista à Vogue.com sobre seu relacionamento com o Kaiser; 

- vocês se lembram do post que eu fiz surtando pela Birkin que Lady Gaga difamou com o amiguinho japonês dela, o designer Terence Koh? Pois é, Gaga fez de novo. Mas dessa vez vou até falar que.....gostei?!? Sei lá, deu um estilão à Birkin. Nada como 20 mil doletas sobrando pra se descobrir que na segunda vez funciona, né Gaga? Ah! e ela ainda deu uma entrevista ao Showstudio.com que ficou muito boa. Muito boa mesmo. Vale a pena conferir;






- a DC Comics, criadora de quadrinhos como Batman e Superman, celebra 75 anos. O que isso tem a ver com moda? Eu não tenho a menor idéia, mas a parisiense Colette comissionou uma seleção de peças a diversos designers com esse tema, no intuito de colocá-las em sua próxima instalação nas vitrines;

- quer ler as explicações que a figurinista Patricia Field dá para os looks do filme Sex and the City 2? Então clique aqui - spoiler: as explicações nem são tão boas assim...;

- já falamos de Olivia Palermo, de Alexa Chung e também de Daisy Lowe. Agora é a vez de Julia Restoin Roitfeld - a filha da toda-poderosa editora da Vogue France Carine Restoin Roitfeld - ser a musa inspiradora do "Today I'm wearing" do site da Vogue UK. Ótimo pra quem gosta de parisian chic misturado com um pouco de rocker style, que é o que Julia sabe fazer melhor; 




- a gente acha que esses "roubos" de idéias só acontecem de marcas baratas, como a H&M, Zara, Forever 21... e aí vem a Max Mara e prova pra gente que marca cara também rouba idéia de marca cara! Aparentemente Oscar de la Renta tá P da vida com a Max Mara, e deve tomar providências...

- mais uma sobre o debate das modelos super magras: a modelo Crystal Renn, a mais recente face das modelos "normais", aparentemente perdeu bastante peso. Ela apareceu no desfile da coleção resort 2011 da Chanel bem mais magra, e obviamente todos se perguntam se ela cedeu às pressões do mundo da moda. Triste...;

- o pessoal da R29 descobriu as melhores "quasi-cópias" da PS1, a bolsa *do momento* da Proenza Schouler. Entre pagar 2000 dólares por uma bolsa que você pode não usar mais daqui a 6 meses, prefiro pagar 100... é o lado economista falando. Mas cada um com seu cada um;


você sabe qual é a verdadeira? não vale procurar na internet!


- se você tem planos em visitar a Indonésia, cuidado, pois o pessoal não gosta de moças vestidas em calças. As autoridades da província de Aceh estão fazendo batidas para reforçar uma lei recentemente aprovada, em que mulheres que seguem a religião islâmica não podem andar com roupas justas nem calças. As não-islâmicas não precisam seguir a regra mas as autoridades pedem "compreensão e respeito", já que a maioria é islâmica na província. O problema é que a maioria das pessoas em Aceh se locomove através de motos. E aí, Maomé, faz-se o que?;

- há pouco tempo falei sobre a coleção que Alexa Chung ajudou a desenvolver para a Madewell, a marca mais jovem da J. Crew. Pois bem, a Madewell colocou oficialmente no ar semana passada seu site de compras. Eles ainda não entregam internacionalmente, mas nada que uma amiga ou um P.O. Box não possam resolver né;


- a Advertising Standards Agency do Reino Unido proibiu a circulação de um anúncio da Louis Vuitton por ser "enganador" e "iludir o consumidor". O anúncio, que mostra a foto abaixo, vinha juntamente com um extrato explicando que a Louis Vuitton prima pela atenção aos detalhes e *bla bla bla nós fazemos bolsas com carinho pra você*. Tudo bem que a Louis Vuitton faz bolsas com máquinas, e as costureiras devem estar ali só pra olhar o resultado final e ver se tá tudo bem, mas mulheres rolando na lama e cinquentonas fazendo yoga em bares são SUPER normais;


menina!! não é que isso acontece to-do-di-a comigo?!?


- Isabela Blow era uma das britânicas mais influentes do mundo da moda. Estilista, ela era uma visionária que comprou toda a coleção de graduação de Alexander McQueen por míseras 5 mil lbras. Ela é super conhecida por haver tido esse "olhar de lince" que descobria os designers "do futuro". Isabela se suicidou em 2007 e seu impressionante armário será leiloado pela Christie's londrina no dia 15 de setembro. Dentre as peças leiloadas estarão mais de 90 peças de McQueen e mais de 50 chapéus de Phillip Treacy. Fashionistas do mundo inteiro estarão de olho nesse leilão!;

- a H&M vai lançar sua maior loja nos Estados Unidos! A loja ficará em Las Vegas - mais precisamente no shopping The Forum Shops, anexo ao hotel Ceasar's Palace - e terá mais de 6 mil metros quadrados. A previsão é que a loja abra nesse outono;

- vocês sabiam que o sutiã fez 100 anos dia 26 passado? Nem eu. Mas ele fez, e o pessoal do Today Show fez uma homenagem bem legal a essa peça que todas vestimos (pelo menos em algum momento da vida!). Aliás, eu até quero escrever melhor sobre esse assunto... mas, enquanto isso não vem, fiquem com o video do Today - bem legal!;



Tuesday, 20 April 2010

newsroll! 20/04/2010 - desenho + more

Mais uma semana, mais um newsroll! Tudo que vem rolando pelo mundo da moda em pequenas notinhas pra vocês. Cliquem nos links para saber as fontes e ler mais sobre os assuntos:

- tá indo pros Estados Unidos e gosta de roupas vintage? Então vale a pena ler esse artigo feito pela GQ, mostrando onde estão as lojas de vintage mais preciosas do país. Se você pensa que todas elas estão em New York ou na Califórnia, está muito enganado...

- essa deve ter conseguido diminuir - e muito! - seu vício em compras. Kate Bingaman-Burt desenhou tudo que comprou nos últimos três anos; tudo mesmo, inclusive comida, Tampax, e remédio pra matar formiga. Essas ilustrações foram compiladas e transformadas em um livro, o "Obsessive Consumption - what did you buy today?". Taí um livro que eu quero pra presente. Deve ser um ótimo coffee table book;

- saiu o vídeo do behind the scenes da campanha que a Taylor Momsen fez para a loja britânica New Look. Para quem não sabe, Taylor é uma das estrelas do seriado "Gossip Girl" e seu personagem é a irmã de Dan, Jenny Humphrey. A gente já havia falado sobre esse assunto e postado várias fotos da campanha, mas vale a pena ver de novo;





- se você for muito novo(a), talvez não saiba quem foi John Hughes. Ele foi o criador por trás de filmes clássicos como "Curtindo a vida adoidado" e "Clube dos Cinco" e morreu no ano passado. Agora descobriram que Hughes, apesar de ter parado de filmar em 1994, continuou escrevendo; sua família descobriu diversos scripts que nunca viram a luz do dia. Os filmes de Hughes marcaram os anos 80, e muitas das pessoas só tinham acesso às tendências de moda norte-americanas através dos filmes de Hughes - que sempre passavam na TV brasileira;

- quer saber quais são as tendências para o outono/inverno 2010-11 sob a ótica da Selfridges? Então leia na Vogue UK o que eles estarão comprando para a próxima estação. As peças só chegarão à Selfridges no início de agosto;

- Drew Barrymore pediu desculpas à Gucci por ter "queimado seu filme" com o vestido que usou nos Golden Globes de 2006. A roupa, que tinha um tom verde claro, ficou realmente horrenda em Drew e ela disse que a escolha do vestido foi sua. Por isso ela pedia desculpas à Gucci por ter manchado seu nome com o resultado aquém do esperado no tapete vermelho;


nem achei tão mal assim... às vezes é o ângulo da foto que é favorável...


- Kaiser Karl está em POLVOROSA. Fotos tiradas por ele para o novo calendário da Pirelli foram colocadas no Twitter por uma modelo. Adivinha quem? A brasileira Isabelli Fontana. Depois de tomar um p**a de uma bronca de Karl, a foto foi retirada do Twitter. E o Kaiser decretou que ninguém poderia mais fornecer informações sobre NADA do trabalho. Olha, né por nada não, mas tomar um passa fora de Karl Lagerfeld não deve ser nem um pouco agradável. Acima disso, acho que só o olhar gélido de Anna Wintour diretamente no seu olhar...;

- pelos direitos da moral e dos bons costumes, a designer Kimberly Brewer criou o "Backtacular", um adesivo hipoalergênico destinado a esconder - acredite se quiser! - "cofrinhos". Ele é destinado às senhoritas que gostam de usar calças muito baixas e deixam à mostra o início de seus bumbuns. O adesivo é feito em jeans e vem com desenhos diferentes e até mesmo com cristais que se assemelham aos Swarovski. No Brasil isso ia fazer um sucesso...;

- não sei se estou divulgando estória velha - sabe como é, coisas do Brasil demoram a chegar pra mim! - mas Beyoncé fez uma capsule collection para a C&A, que será vendida perto do Dia dos Namorados. Ela coincidirá com um comercial que Bey faz para a marca, dirigido por Adria Petty (filha de Tom Petty). Adria já trabalhou com Beyoncé, no clipe de "Sweet Dreams". Assim que a gente tiver fotos dos looks, postaremos!


foto da gravação do comercial de Bey para a C&A - parece o clipe de Single Ladies, né?


- ok, essa coisa de celebridade lançar perfume chegou a um ponto simplesmente BIZARRO. Bruce Willis lançará sua fragrância, que estará nas lojas a partir de julho. Eu queria saber o que o pessoal do marketing vai fazer para seduzir o público, dado que Bruce é lembrado por filmes de ação - onde o suor e a sujeira imperam no seu look;

- pessoal é rápido em fazer um dinheirinho no Reino Unido. O primeiro livro sobre a vida de Alexander McQueen estará à venda a partir de maio. Intitulado "Alexander McQueen, Genius of a Generation", o livro
conta como o menino que desenhava nas paredes de seu quarto num bairro pobre do leste de Londres virou um dos ícones da moda atual. O livro tem 128 páginas e 120 imagens - ou seja, é pra quem gosta mesmo de ver as criações de McQueen;

- lembram do meu acesso de raiva contra Lady Gaga alguns dias atrás por ter pichado com pilot uma bolsa Hermès Birkin? Pois bem, agora sabemos quem foi que pichou sua Birkin: Terence Koh é o artista por detrás do "feito". Koh é canadense nascido na China e é um dos artistas mais celebrados da Ásia atualmente. Agora, pergunta se ele pichou a Birkin dele?


malandro é o gato que já nasce de bigode... 


- isso é pra mostrar que blogueiros podem ter um futuro. A Elle UK pediu à Garance Doré (a namorada do "Sartorialist" Scott Schuman, que também é ilustradora, fotógrafa e blogger) que fizesse uma capa de edição limitada para a revista. A ilustração é de Demi Moore e ficou maravilhosa - quem dera que eu soubesse desenhar assim! Garance também faz um editorial dentro da revista, que já está nas bancas; mas sem a capa, já que essa é só para assinantes;

- que no mundo da moda nada se cria e tudo se copia, todo mundo já sabe. Agora, o que é chocante é o copiador cobrar mais que o original. O designer de sapatos Pierre Hardy fez uma coleção para a Gap ano passado e foi um tremendo sucesso, colocando à disposição tamancos e plataformas de madeira (que estão super em voga esse verão). A Steve Madden "se inspirou" em um de seus desenhos e, pasmem, cobra mais caro que o original de Hardy. Pessoal tá precisando de um óleo de peroba...


qualquer semelhança é mera coincidência... até porque, o preço é diferente!

Tuesday, 6 April 2010

tendência: capas!

A gente nem conseguiu falar muito sobre as semanas de moda de outono/inverno, mas ficamos de olho nas tendências e já podemos falar sobre o que pode influenciar o inverno de 2011 no Brasil. E uma das coisas que notamos foi a presença de capas em quase todos os desfiles. Pois é, meus amigos, capas. E agora? O que fazer com essa informação?

Pois bem, aqui damos diversos looks das passarelas pra vocês verem que talvez capas não sejam tão super herói e até podem ser bem chiques!




Definitivamente inverno não é inverno sem preto. E, sem falhar à regra, vimos muito preto pelas passarelas, trazendo uma tendência "goth-chic". A inspiração é menos Courtney Love e mais Eva Green. Um gótico sexy  e exuberante, em contraste ao gótico rocker que vimos em coleções passadas. Opções de capas em silhuetas curtas e longas, com destaque para YSL e PPQ.




A influência dos anos 90 já iniciada nas coleções desse ano se apresentam cada vez mais e o uso de marrons é uma destas grandes influências. Não se via marrom nas coleções há uns bons 4 anos mas, com a volta do casaco cor de camelo nos desfiles de outono/inverno 2009-10, seria ingenuidade pensar que a duração dos tons de marrom só duraria uma temporada. Os tecidos que levam os tons de marrom são extremamente exuberantes, dando às peças um look rico e chique. Destaque para Hussein Chalayan, Mark Fast e Cynthia Steffe.




O cinza já havia virado o "novo preto" há algumas temporadas e não o vemos sumir em 2010-11. Muito pelo contrário, o uso do cinza é cada vez mais generalizado, indo do cinza claro, passando pelo mescla e chegando ao grafite. Assim como o marrom, o uso do cinza predominou em roupas chiques e com acabamento luxuoso. As capas em cinza apareceram em diversos estilos, desde os mais tradicionais aos mais inovadores, como a de plástico de Yves Saint Laurent e a de couro de L'Wren Scott.





Não faltaram cores nas passarelas de outono-inverno; apesar da predominância das cores escuras, as cores vibrantes acharam seu lugar, quase sempre combinadas com tons de preto e cinza. E, como as capas foram presença forte, tiveram também seu espaço na gama colorida. Destaque para as capas de Mark Fast e Cerruti.




O tema luxo foi super presente em quase todas semanas de moda. Aparentemente estamos migrando do look rocker para um look mais crescido, mais feminino "adulto". E, neste caso, as capas mais exuberantes vieram da passarela de Alexander McQueen. Seu último desfile foi uma homenagem a realeza. E, claro, não poderiam faltar capas. Céline e PPQ também não deixaram por menos e criaram modelos super ricos.




Vemos já nesta primavera-verão que começa aqui no hemisfério norte uma releitura dos anos 70 e, com isso, vemos uma influência do movimento hippie. As capas estampadas são um ótimo exemplo disto. Com uma cara mais de poncho, vimos capas em tecidos listrados, florais e com diversas combinações de cores. Na maioria das vezes, as capas eram utilizadas para contrastar com as peças de roupa que vinham por debaixo das mesmas. Destaque para o desfile da Kenzo, que usou e abusou desta idéia.




E como será que isso pode ser utilizado no Brasil? Minha sugestão: capeletes. Não é a massa, e sim a versão pequenininha da capa, em inglês. As mini-capas dão um charme super legal às roupas, esquentam o suficiente para o inverno brasileiro e colocam você num status de fashionista e com guarda-roupa de vanguarda.

Sei que é difícil esse tipo de moda pegar no Brasil mas como as capas estão cada vez mais disseminadas nas passarelas de inverno, será que dessa vez elas aparecem por aí? Veremos!

Tuesday, 9 March 2010

Paris Fashion Week Outono 2010: Alexander McQueen (despedida)




Alexander McQueen despediu-se do mundo hoje com o lançamento da sua última coleção, apresentada para poucos mortais em um salão fechado no último dia da semana de moda parisiense. Ao contrário do que muita gente antecipava, o espetáculo nem de longe refletu a depressão e desilusão que parecem ter assolado sua vida em seus últimos meses de vida; muito pelo contrário, respirou vivacidade, intensidade e muita beleza.

Uma celebração de cores, luxo e criatividade ultra-moderna, como era seu praxe evocou um espírito renascentista, com direito a toques de realeza em brocados metálicos, tecidos nobres, capas e saias volumosas.



A forte influência da arte bizantina foi pontuada por detalhes inspirados nas formas angelicais de Botticelli, o surrealismo de Bosch e mesmo em referências diretas à pinturas, como o quadro de Jean Fouquet serigrafado em uma das peças.



Os detalhes dos saltos (altíssimos) dos sapatos esculpidos à mão prestavam homenagem à obra do escultor Gringling Ribbons. Os tons neutros combinados com dourados e prateados também ajudaram a imprimir um clima etéreo e angelical ao final da apresentação:



As fotos ainda são escassas (dado o mínimo número de jornalistas e fotógrafos presentes), mas vocês podem conferir a coleção completa na Vogue UK. Lee, já estamos morrendo de saudades...


Saturday, 13 February 2010

r.i.p. Alexander McQueen

O mundo da moda sofreu um abalo logo antes do início da temporada de desfiles: Alexander McQueen, de 40 anos, suicidou-se em seu apartamento no centro de Londres, deixando apenas algumas cartas privadas a amigos e parentes. Especula-se que Lee (como era conhecido pelos íntimos) não aguentou a morte de sua mãe, ocorrida uma semana antes, e o término de seu namoro.


Uma enxurrada de homenagens aconteceram - e provavelmente ainda ocorrerão - ao longo das semanas de moda de outono/inverno. McQueen deixa um legado imenso à estória da moda e, graças a Deus (ou à boa administração de empresas da PPR), François Henri-Pinault deixou claro que a marca continuará a existir. Ainda teremos a benção de ver a última coleção feita pelas mãos de McQueen, que será apresentada semana que vem em Paris. Infelizmente não será um desfile e sim uma apresentação fechada em salão para compradores e mídia convidados. Mas também, o que seria de um desfile sem McQueen e toda sua criatividade para a passarela? Talvez a PPR esteja com razão ao apresentá-la desta forma.

Só nos resta lamentar a morte de um GÊNIO da moda... Gênio em maiúsculo, porque McQueen é um dos pouquíssimos a quem realmente damos reverência. São aqueles raros que aparecem em qualquer ramo e revolucionam, fazem coisas que depois pensamos "como isso nunca existiu antes"?

Tive a honra de ver a coleção de outono/inverno 2009 de McQueen, exposta na Selfridges em Londres. Pode parecer loucura - e eu definitivamente sou louca por moda - mas chorei. Nunca havia visto tão de perto coisa tão linda, perfeita, com tanta riqueza de detalhes e tão bem acabada. Aliás, posso dizer que aquela foi a minha coleção predileta em muitos anos acompanhando moda e, quando tive o presente de vê-la tão próxima a mim, tive a certeza de que meus instintos não estavam errados a elegê-la como top.



long live McQueen.

Monday, 8 February 2010

tendência: alice-mania! (4)

Como já havíamos falado em posts anteriores no blog, o mundo cada vez mais respira Alice no País das Maravilhas e a moda não deixa por menos e se deixa levar pelos passos apressados do coelho!


a visão de Charles Anastase


criações de Martin Margiela


Haider Aickermann e o coelho feito de rosas - elas não deveriam estar sendo pintadas de vermelho? :)


Nicholas Kirkwood, Ann Demeulemeester, Alexander McQueen, Bernhard Willhelm, Charles Anastase, Christopher Kane, Chloé, Haider Ackermann, Manish Arora e Martin Margiela foram comissionados pela gigante francesa Primtemps para fazer, cada um, um vestido que evocasse sua visão de “Alice”. Alguns criaram vestidos de Alice, outros de Rainha de Copas, e até roupas para o Chapeleiro Maluco apareceram!


Manish Arora - e meu modelito favorito!


detalhe do modelo de Manish Arora


vitrine de Bernard Willhelm


a visão dark de Ann Demeulemeester


Chloé e sua Alice


Infelizmente todo o material produzido é somente para enfeitar as vitrines – a Printemps não teve visão de comércio, eles iam vender que nem água! Destaque especial para os sapatos feitos por Nicholas Kirkwood, baseados no Coelho. Uma riqueza de detalhes impressionante!


vestido de Christopher Kane e sandálias de Nicholas Kirkwood


tudo em close-up!


Alexander McQueen e o cogumelo gigante


detalhe do vestido de McQueen


Também em exclusividade para a Printemps, Pierre Clarence criou uma mini-coleção baseada no Chapeleiro Maluco, onde cinco modelos de camisas e uma echarpe estarão exclusivamente à venda nas lojas do magasin francês.





A Ladurée, patiserrie famosa por seus macaroons, criou o macaroon “das Maravilhas”, além de criar um espaço dentro da Printemps, o “salão de chá de Alice”. Decorado de acordo com o tema, ele evoca o chá das cinco o qual o chapeleiro maluco convida Alice. Lá se pode degustar não só o macaroon especial, como tomar chá e comer iguarias tal qual a heroína loirinha o faria.












As vitrines, assim como o salão de chá, já estão montados em Paris, e ficarão em exposição até o final de março, época do lançamento do filme na França (dia 24/03).

P.S.: Se quiser ler mais sobre as vitrines da Printemps e saber o que os designers queriam dizer com cada uma de suas criações, entrem no Haute World aqui (em inglês). Aliás, algumas das fotos saíram de lá - e a gente agradece!

 
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